Roda de Conversa "Contra a Privatização da UEFS"
Na manhã da quarta-feira, 13 de maio, a Adufs realizou nova Roda de Conversa para discutir as Minutas de Resolução que serão apreciadas no Consu e Consepe. A atividade reuniu estudantes e ...
O Grupo de
Políticas de Classe para as Questões Étnico-raciais, de Gênero e Diversidade
Sexual (GTPCEGDS) da Adufs e a diretoria desta seção sindical vêm a público manifestar solidariedade à professora da
Universidade Estadual de Feira de Santana, Renailda Cazumbá, que sofreu racismo
no último dia 22 de abril de 2025, dentro de um supermercado, em Feira de
Santana. A docente, uma mulher negra, foi submetida a vigilância e
constrangimento no interior do estabelecimento para que não consumisse os
alimentos da lanchonete antes de efetuar o pagamento.
A explicação dada pelos
funcionários foi que a situação se tratava do cumprimento de um procedimento
institucional. No entanto, foi observado pela professora que clientes brancos,
que estavam no mesmo ambiente, não foram submetidos a tais regras de consumo, o
que enfatiza o caráter discriminatório de cunho racial da ação. O supermercado
utilizou ainda a justificativa de que os funcionários estavam em treinamento.
A violência racista nos mercados
tem sido recorrente e aponta para o caráter complexo do combate ao racismo no
Brasil que demanda frentes diversas de enfrentamento. O fato de que os
supermercados são amplamente frequentados por pessoas negras, em paralelo à falta
de representatividade nos postos de chefia, colabora para o desenvolvimento de
políticas excludentes, com disseminação dos estigmas racistas que definem
corpos negros como suspeitos e perigosos. Além disso, os padrões de vigilância
no interior destes estabelecimentos são os mesmos que se desenvolvem nas ruas,
pelos agentes da segurança pública, e submetem pessoas negras a todo tipo de
violência. É importante considerar como agravante também a utilização de
mão-de-obra terceirizada, logo, precarizada, que tem servido como tentativa de
isenção de responsabilidade das empresas que não assumem o compromisso com a
capacitação e treinamento adequados para um convívio livre de marcadores
raciais discriminatórios.
O Andes-SN historicamente
contribui para o combate ao racismo com ações efetivas que vão além do ambiente
acadêmico, entendendo que esta é uma articulação contra a exploração, associada
ao combate de todas as formas de opressão, numa perspectiva classista. A
recorrência de práticas racistas, alimentadas pelo racismo estrutural, amplia a
importância de manutenção da luta antirracista na centralidade da pauta do
sindicato nacional. A Campanha Sou Docente Antirracista, desenvolvida pelo
sindicato, é uma das ações mais recentes que reforçam este compromisso.
À professora Renailda Cazumbá
enfatizamos nossa total solidariedade, nos colocando à disposição enquanto
aparelhos institucionais para auxiliar na tomada de medidas cabíveis de
reparação, bem como manifestamos nosso absoluto repúdio à violência racista
sofrida e reiteramos nosso compromisso de seguir fortalecendo as frentes de resistência
contra o racismo e demais formas de opressão.
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