69º Conad será realizado de 3 a 5 de julho em São Luís (MA)
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Nos dias 26 e 27 de maio, a Adufs sediou a Reunião
Ampliada do Setor das Instituições Estaduais e Municipais de Ensino (IEES/IMES)
do Andes-SN que foi realizada na Universidade Estadual de Feira de Santana
(UEFS). O evento contou com mais de dez representações de seções sindicais de
vários pontos do país e é uma etapa importante para o Encontro do Setor que
deve ocorrer no segundo semestre deste ano, possivelmente, no Maranhão.
Na sexta-feira (26), o encontro teve início com uma
mesa de abertura que reuniu o representante do Diretório Central dos Estudantes
(DCE), Pedro Henrique Lima, o diretor da Adufs, professor João Diogenes, o
primeiro vice-presidente do Andes-SN, professor Milton Pinheiro; a primeira
secretária da Regional Nordeste III, professora Zózina Almeida e a professora
Sambara Ribeiro, primeira vice-presidenta da Regional Nordeste I. Em seguida,
foi realizada uma análise de conjuntura sobre os desafios para as IEES/IMES com
a participação dos professor Elson Moura, coordenador do Fórum das ADs e
diretor da Adufs, e o professor Luiz Blume, professor da UESC e 3º secretário
do Andes-SN.
Na sua
avaliação, o professor Luiz Blume partiu do cenário internacional para dizer
que a ofensiva conservadora aos direitos de trabalhadoras e trabalhadores avança
com direito a guerras, fome e um estado de direito que está mais a serviço da
direita conservadora do que da classe trabalhadora. No contexto internacional,
o professor destacou a Ucrânia e a crise de abastecimento
e de fornecimento de grãos aprofundou a fome no mundo, além disso, com os
embargos à Rússia, o não
fornecimento de gás e de carvão aumentou drasticamente a conta de energia na
Europa e demais países dependentes de gás e óleo. No cenário nacional, explicou
o professor, o novo arcabouço fiscal se assemelha ao teto de gastos. Além
disso, a meta de zerar o déficit público é um tragédia anunciada que prevê
arrocho salarial e o governo novamente nas mãos de um Congresso conservador:
“A
cooptação do governo aos setores do centrão/Lira, a desmobilização dos
movimentos sociais, o avanço dos fascistas, que através da CPI do MST já dão
por certa a prisão de Stédile e outras lideranças, colocou o governo Lula à
mercê das políticas de Bolsonaro”, afirmou o professor Blume ao abordar a
perpetuação de políticas de extrema direita em governos tidos como de
centro-esquerda.
Já o professor Elson Moura fez uma reflexão sobre a situação nacional partindo da perspectiva da população economicamente ativa para discutir como estão mobilizadas trabalhadoras e trabalhadores. Através de dados oficiais que revelam a condição de precariedade da classe trabalhadora, foi possível compreender as disparidades relativas às condições de trabalho de mulheres e homens, negras (os) e brancas (os). Com base nas informações disponibilizadas pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), revela-se o quão rebaixado está o salário das (os) brasileiras (os). “Em abril de 2023, o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria ter sido de R$ 6.676,11, ou 5,13 vezes o mínimo de R$ 1.302”, aponta o Dieese.

A reflexão do professor Elson
Moura em relação à situação da classe trabalhadora é que, de modo geral, é uma
classe que ganha menos do que vale. “E a grande “magia” do capital: lucrar
comprando pelo que vale e vendendo pelo que vale (mais-valia). O capitalismo
brasileiro e seu Estado (que normatiza o salário nacionalmente) possibilita
super lucro aos 4,3% da população economicamente ativa que vive do trabalho
do/as que vivem exclusivamente da venda da sua força de trabalho”.
Apesar das precárias condições de
trabalho, o professor destacou outro dado que revela como a classe trabalhadora
está mobilizada também a partir de números do Dieese: “Quase 70% das 3.204
negociações coletivas de 2023, analisadas até o momento, registraram resultados
acima do INPC-IBGE”. O que nos faz interpretar que a classe trabalhadora segue
em movimento, em campanha salarial, no enfrentamento por condições dignas de
trabalho.
Em sua análise, o professor
destacou ainda como a política de austeridade implementada no cenário nacional
e estadual compromete a vida da classe trabalhadora em diversos níveis.
Política esta que continua através de aprovações de projeto do atual governo
como o do novo arcabouço fiscal extremamente nocivo à maior parte da população,
mas que encontra pouco espaço para ser criticado diante da proteção que se
criou entre os movimentos, na qual se interpreta que a crítica a este governo
incide em barreira para a reconstrução do país, o que é um equívoco.
É um momento de fragmentação
política, de forte enfrentamento das Universidades Estaduais diante de um novo
governo do Estado que até o momento se repete no que diz respeito à forma de
lidar com a categoria docente, mas que se depara com um Fórum das Associações
Docentes (FAD) organizado e combativo já com a expertise de ter enfrentado políticas de arrocho de mais de 20 anos.
A prova recente da força dessa
mobilização foi o reajuste concedido pelo governo junto à liberação do quadro
de vagas, destravando as filas: “Uma força que
fez o Governo encaminhar um PL à Alba modificando o quadro de vagas das
classes, o que possibilita o fim da fila de promoções (o que outrora só conseguimos
com greves). É uma força que faz o Governo ter que assumir o compromisso de
criar uma agenda para discutirmos a pauta”, afirmou.
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