Adufs repudia atos de violência dentro da UEFS e exige apuração imediata de denúncias feitas por estudante

16/11/2022

A Associação dos Docentes da UEFS (Adufs) vem a público repudiar quaisquer atos de violência ocorridos no campus da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS) e cobrar apurações imediatas das denúncias feitas por um estudante que afirma, por meio de depoimento e imagens, ter sido vítima de agressões físicas e verbais de vigilantes da instituição, na manhã desta terça-feira, 15 de novembro. A violência contra qualquer membro da comunidade acadêmica é inadmissível, principalmente, se ocorrida dentro da universidade e através daqueles (as) que deveriam ser os responsáveis por manter a segurança interna.

A gravidade da situação exige medidas imediatas para apuração e responsabilização das (dos) envolvidas (os). A comunidade acadêmica não pode ficar à disposição do ódio e violência de pessoas que, ao invés de zelar pela segurança da comunidade, colocam em risco a nossa sobrevivência. Não temos dúvida que, sem uma ação enérgica para prevenção e combate destas situações, qualquer uma (um) de nós pode ser submetida (o) a situações como a relatada. A Administração Central já informou que as investigações foram iniciadas e nós cobraremos celeridade na apuração.

Embora esta não seja uma prática generalizada entre as pessoas que desenvolvem este trabalho no campus, o fato é que este não é um relato isolado. A situação fez com o que outras situações viessem à tona, principalmente, nas redes sociais e nos corredores, envolvendo narrativas de violências múltiplas por parte de alguns vigilantes da universidade. Se confirmados os episódios, será necessário mais do que uma apuração. Será preciso repensar a forma como estes (as) agentes de segurança conduzem os trabalhos no interior da instituição, já que, o modus operandi relatado não se diferencia daquele exercido nas ruas pelas polícias que, comprovadamente, escolhem seus alvos pela cor da pele. Não por acaso, a vítima é um jovem negro e homossexual.

Além disso, estamos cientes de que esta situação é também um reflexo do aumento da violência contra minorias que se espalharam por todo o país, com o avanço da extrema direita e legitimação dos discursos de ódio fascistas através do então presidente e suas (seus) apoiadores (as). Esta constatação nos impõe a responsabilidade de ampliar a resistência e promover ações de prevenção e combate destas práticas dentro da universidade. Também com este objetivo, criamos coletivamente (Adufs, DCE e Sintest) o Comitê Antifascista, a partir dele ações devem ser construídas para proteger a comunidade acadêmica e impedir que situações como esta voltem a ocorrer

Os desafios postos são muitos. Seguiremos no fronte, não apenas nos solidarizando com as vítimas, mas promovendo ações para denunciar a gravidade da situação e impedir que elas voltem a ocorrer. Lamentavelmente, este grave episódio atravessa o mês de novembro em que a UEFS e a própria Adufs estão promovendo atividades do Novembro  Negro para reflexão e conscientização acerca de trajetórias negras e os impactos do racismo institucional; o que confirma a urgência da ampliação de ações para combate do racismo no interior da universidade.

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