Coordenação Nacional define encaminhamentos para 2014

03/12/2013

Diversas foram as resoluções aprovadas na última reunião da Executiva Nacional da CSP Conlutas. Entre as principais, a situação nacional e o plano de ação. Também foram apontadas as perspectivas para o próximo período, a partir da análise da mudança que ocorreu no Brasil desde as mobilizações de junho e julho, quando centenas de milhares de pessoas foram às ruas, e da crise econômica internacional se fez sentir com mais força em nosso país. O documento critica o governo Dilma, que continua aprofundando o modelo econômico entreguista para o grande capital, com um salto nas privatizações, manutenção do superávit primário, destinação de uma imensa parte do orçamento para o pagamento da dívida pública e juros absurdos aos credores. 
 
A Coordenação Nacional também aprovou uma resolução sobre a criminalização das lutas e da pobreza. De acordo com o documento, “estamos assistindo ao aumento da repressão e da criminalização das lutas dos trabalhadores e da juventude em todo o país. Isso se concretiza no verdadeiro genocídio praticado pela polícia contra a juventude negra e pobre da periferia dos grandes centros urbanos; na violência da repressão policial e na judicialização dos protestos, que tem gerado centenas de inquéritos contra militantes e dirigentes em vários estados e de trabalhadores que atuam nas mobilizações”. 
 
Para a Coordenação Nacional da CSP-Conlutas, a repressão e a criminalização dos movimentos estão se transformando numa política de Estado, a serviço dos interesses do capital. 

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12° Leilão chega ao fim beneficiando o grande capital e meio ambiente é posto em risco
Foi finalizado o leilão da 12ª rodada de petróleo. Previsto para ser realizado em dois dias, 28 e 29 de novembro, o leilão foi fechado em apenas um dia com arrecadação de R$ 165,196 milhões. Além de mais uma entrega das riquezas naturais brasileiras para o capital privado, outro aspecto que chama atenção na privatização são os enormes riscos para o meio ambiente e a possível contaminação das reservas dos aquíferos de água doce do país com a extração do gás de xisto. As áreas que serão exploradas concentram-se nos estados do Amazonas, Acre, Tocantins, Alagoas, Sergipe, Piauí, Mato Grosso, Goiás, Bahia, Maranhão, Paraná e São Paulo, totalizando 168.348,42 quilômetros quadrados. 
 
Ato contra práticas anti-sindicais
Com o objetivo de denunciar ações de governos e patrões que atentam contra a liberdade e a organização sindical, entidades do movimento sindical promoveram um ato sobre Prática anti-sindical e Convenção 151, na última terça-feira (3). O ato teve como convidados o diretor adjunto da Organização Internacional do Trabalho (OIT), Stanley Gacek, e o procurador do MPT da 7ª Região e coordenador da Coordenadoria Nacional de Promoção da Liberdade Sindical (Conalis), Francisco Gerson Marques.

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