Participe do XVI Encontro das UEBA
Estão abertas as inscrições para o XVI Encontro das UEBA, espaço de debate, organização e fortalecimento da luta docente. Neste ano, a programação discutirá conjuntura, defesa do Estatuto do ...
Nesta terça-feira (15), no Auditório do Módulo IV,aconteceu o debate sobre Universidade Pública, Crise e Consciência Social, com o professor Roberto Leher. O docente é ex-diretor do Andes-SN, professor Titular da Faculdade de Educação e do Programa de Pós- Graduação em Educação da Ufrj, doutor em Educação pela USP e pesquisador do Cnpq. Na quinta (17), a partir das 17h, ao lado da Adufs, está prevista uma confraternização com boa música, comes e bebes e sorteio de brindes. A programação pretende marcar o Dia do Professor, cujo trabalho tem grande importância na construção do saber em suas múltiplas vertentes.
O que há para se comemorar? Para os docentes da Educação Superior pública, o desafio cotidiano de enfrentar as políticas governamentais os tem levado de modo significativo ao adoecimento e a uma postura caracterizada pelo produtivismo e pela competitividade. Em um ambiente no qual, por definição, deveria prevalecer a solidariedade, a reflexão permanente sobre o fazer universidade e a valorização do seu trabalho, o que se tem visto, em muitos casos, é uma corrida por “pontuação”, uma indiferença sobre a natureza e a condição de realização do trabalho docente. Essa situação reflete a tentativa dos governos de submeter a Universidade, cada vez mais, à logica para que cumpra a mera função de auxiliar direta no processo de acumulação do capital. Com isso, o (a) professor(a) vem perdendo espaço quanto ao desenvolvimento de suas atividades de maneira autônoma, democrática, plural, com qualidade e socialmente referenciada.
Apesar dos percalços, a diretoria da Adufs entende que há o que se comemorar. Para Elson Moura, “é necessário resistir às políticas governamentais e conquistar condições para que o exercício profissional seja, além de reconhecido socialmente, guiado pela possibilidade de produzir conhecimentos que apontem para uma sociedade igualitária, de formar profissionais-cidadãos, buscando atender às necessidades da população de maneira prazerosa e saudável. Lutar e festejar não se excluem, alimentam a esperança que nos move de ver a humanidade avançar em sua emancipação, em que o conhecimento seja um instrumento de realização de suas potencialidades e não um elemento da sua exploração e opressão”.
É com essa perspectiva que a diretoria da Adufs convida os (as) colegas para o debate e a confraternização. É necessário refletir sobre a inserção da Universidade e do trabalho docente na conjuntura de crise do capitalismo e pensar o papel do professor na construção da consciência social. Do mesmo modo, é importante conversar e trocar ideias. Não é só de assembleias e greves que vive o Movimento Docente. Ele é porta voz de muito mais do que as reivindicações por melhores salários e mais verbas, pois representa também anseios e sonhos de uma vida melhor para a categoria e para a classe trabalhadora, da qual ela faz parte.
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