Participe do XVI Encontro das UEBA
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Nesta sexta-feira (30), Dia Nacional de Paralisação, a classe trabalhadora de todo o país volta às ruas e protagoniza mais uma mobilização para exigir mudanças na atual política adotada pelo governo Dilma. Em função do recesso acadêmico, a Associação dos Docentes da Uefs (Adufs) não teve como realizar assembleia para deliberar sobre a suspensão das atividades, mas marcará a data com uma panfletagem, às 7h30, no pórtico da instituição. Além disso, participará das ações realizadas em Feira de Santana e Salvador.
A paralisação nacional foi convocada pela Central Sindical e Popular (CSP Conlutas) e mais sete Centrais sindicais. A pauta de reivindicações inclui os seguintes itens: melhoria da qualidade e diminuição do preço dos transportes coletivos; 10% do PIB para a educação pública; 10% do orçamento para a saúde pública; fim dos leilões das reservas de petróleo; fim do fator previdenciário e aumento do valor das aposentadorias; redução da jornada de trabalho; contra o PL 4330; Reforma Agrária e salário igual para trabalho igual.
O Movimento Docente (MD) das universidades estaduais baianas ainda aproveitará o espaço de mobilização para denunciar os desmandos do governo Wagner com a educação pública superior, sucateada com diversos problemas, a exemplo dos poucos recursos, o que tem provocado a falta de salas, de equipamentos, de laboratórios e de professores e técnicos.
Para agravar essa situação, o governo não tem repassado os recursos para o pagamento dos serviços terceirizados (segurança, limpeza, copa, etc.) e dos fornecedores, causando uma série de transtornos ao desenvolvimento das atividades acadêmicas. Como pauta específica, a categoria defende a destinação de, no mínimo, 7% da Receita Líquida de Impostos (RLI) para o orçamento das instituições. Esse percentual, atualmente, fica em torno de 5%.
Recentemente, o governo Wagner impôs o decreto nº 14.710, que estabelece medidas para controle de gastos, afetando, indiretamente, as universidades. As Associações Docentes protocolaram um documento junto à Secretaria Estadual da Educação (SEC) reafirmando a posição do Movimento Docente, já adotada em 2011 e 2012, exigindo que asUniversidades Estaduais fiquem fora do decreto.
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