Adufs repudia mais um caso de feminicídio e cobra medidas efetivas para a proteção de meninas e mulheres

10/02/2026

A Adufs vem a público manifestar seu profundo pesar por mais uma vítima do feminicídio no Brasil. A professora de Direito, Juliana Santiago, foi assassinada na última sexta-feira, 06 de fevereiro de 2026, ao ser atacada por um estudante dentro de uma sala de aula, numa instituição privada de ensino superior, localizada em Porto Velho (RO).


O crime bárbaro se soma aos milhares que ocorrem todos os anos e coloca o Brasil entre os primeiros no ranking de feminicídios no mundo. Muitos destes crimes seguem sem elucidação e com assassinos impunes.


Em 2025, o país atingiu o recorde histórico de 1.518 feminicídios notificados, mesmo ano em que a Lei do Feminicídio completou 10 anos. Isso significa uma média de quatro mulheres mortas por dia, em situações de extrema violência, o que reforça o caráter misógino das ações.


Especialistas têm reiterado a importância do fortalecimento de redes de apoio para garantir a proteção de meninas e mulheres, evitando crimes de agressores já conhecidos. Além disso, é fundamental ampliar a conscientização para identificação e denúncia de agressores. Somar no combate dessa violência é uma obrigação que deve ir além da manifestação de solidariedade. 


A Adufs-Ba, junto ao Andes-SN, tem se colocado no fronte dessa luta, exigindo a responsabilização dos culpados e a criação de medidas efetivas pelo Estado para o combate e prevenção de mais mortes e outros tipos de violência. Acabar com o machismo estrutural, a cultura do ódio e a violência contra as mulheres é um princípio básico alinhado com a defesa de melhores condições de vida e dignidade para a classe trabalhadora.


Feira de Santana, 10 de fevereiro de 2026.

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