05/11: RODA DE CONVERSA NO NOVEMBRO NEGRO DA UEFS
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Quem esteve na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) nesta terça-feira (28) presenciou o total desrespeito das(os) deputadas(os) estaduais com servidoras (es) públicas(os). O presidente da ALBA, deputado Adolfo Menezes (PSD) impediu o acesso de diversas representações do serviço público ao plenário, sob a justificativa de evitar atritos. Numa evidente demonstração de autoritarismo, o presidente teve apoio de diversos parlamentares que afirmaram ser contrários à baderna. A referência dos deputados às manifestações que ocorriam na ALBA era totalmente incompatível com a realidade, uma vez que os protestos ocorriam normalmente, sem qualquer indício de confusão.
O que desagradava os ouvidos dos
parlamentares eram as vaias e palavras de ordem que escancaravam a realidade
precária que servidoras e servidores públicos têm enfrentado no exercício de
suas profissões. Representantes da educação, saúde, direito, segurança pública
protestavam em alto e bom som: “Sem tirania! Que vergonha não abrir a
galeria!”. Mesmo com o apelo de alguns deputados como Hilton Coelho (PSOL), o
presidente da ALBA sequer colocou em votação a apreciação de abertura da
galeria. O deputado enfatizou o caráter autoritário
da situação: “Sessão sem a presença do povo é sessão secreta!”
A sessão seguiu sob protestos
das(os) manifestantes na antessala, na presença de policiais que cercavam o
interior e o exterior da ALBA. Ironicamente, mas sem surpresa, a Casa do Povo
não está aberta a receber o povo, muito menos, suas reivindicações. Este é um
reflexo de representantes covardes que em vez de trabalhar em benefício da
classe trabalhadora, operam por interesses próprios para beneficiar somente
aqueles e aquelas que servem aos seus propósitos.
Vide o que já havia ocorrido na última semana quando a votação dos PLs foi
retirada de pauta porque supostamente o governo não havia liberado as emendas
impositivas.
Num jogo de empurra, com a
proposta de um reajuste ainda que pífio diante de categorias que chegam a ter
perdas salariais de 55%, parlamentares trataram a aprovação dos PLs como moeda
de troca ao invés de votarem emendas que pediam o aumento do reajuste e/ou o
pagamento da retroatividade à data-base. Mais um capítulo nefasto do governo do
Estado e do legislativo baiano que segue atropelando os direitos de
trabalhadoras e trabalhadores.
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