Participe do XVI Encontro das UEBA
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Na próxima sexta-feira (18), o município de Feira de Santana completa 187 anos de emancipação política. Diferente dos últimos tempos, este ano não haverá os grandes eventos abertos ao público para celebração da data em decorrência da pandemia. Em meio a um dos acontecimentos de maior impacto mundial na história recente, a celebração do Dia da Cidade se tornou também um convite inevitável para refletirmos mais sobre a importância dos serviços públicos para a qualidade de vida da população.
A educação é um destes serviços que tem forte impacto para a população feirense e a Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), junto à comunidade interna, tem protagonismo nessa história. No ano de 2019, durante a greve dos professores, a ADUFS lançou mais uma campanha chamando atenção para a importância dos projetos e programas desenvolvidos que têm contribuído para a prestação de serviços qualificados e gratuitos aos feirenses.
Entre eles, o Universidade Aberta à Terceira Idade (UATI), que promove atividades gratuitas como hidroginástica, yoga e pilates, para pessoas com mais de 50 anos; o Programa de Prevenção Estratégica ao Câncer de Boca; as qualificações de profissionais do transporte público para atendimento de urgência e emergência; e o Centro Universitário de Cultura e Arte (CUCA) que promove atividades culturais com preço popular.
Estes são apenas alguns dos projetos desenvolvidos pela UEFS ameaçados pelo processo de sucateamento da universidade que pode ser aprofundado com uma possível aprovação da Reforma Administrativa do governo Bolsonaro. A presença destas atividades tem ocupado um espaço em que o poder público, muitas vezes, negligencia sua participação sob a alegação de que a universidade tem o dever de cumprir um papel social. Ora, não negamos este fato! Mas como é possível que a universidade seja atuante se o próprio Estado que exige o cumprimento de seu papel inviabiliza estas ações, destruindo paulatinamente esta instituição por meio de medidas que prejudicam seu funcionamento?
Neste ponto de inflexão, governo estadual e federal se alinham em um projeto de estrangulamento da instituição, na medida em que inviabilizam seu pleno funcionamento por via da precarização do trabalho docente, oferta inadequada de estrutura física para execução de atividades internas, cortes de investimentos para qualificação e ampliação das ações desenvolvidas dentro e fora da universidade.
Celebrar a cidade é um processo que deve envolver a valorização daqueles que estão envolvidos no processo de seu beneficiamento. É impossível falar de Feira de Santana sem resgatar a história da UEFS e os seus impactos positivos na educação, economia, cultura e lazer. Fortalecer a resistência contra o processo de destruição dessa instituição é, nesse sentido, um dever de todos aqueles que lutam por Feira de Santana e sua população.
Celebremos Feira de Santana, mas celebremos, sobretudo, a capacidade de luta e resistência daqueles e daquelas que participam ativamente da construção de melhores condições para a vida dos feirenses.
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