Participe do XVI Encontro das UEBA
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Pelo décimo dia seguido, completados na última quinta-feira (26), brasileiros fizeram um panelaço em protesto contra o presidente. Além de bater panelas, pessoas gritavam "fora, Bolsonaro". As primeiras manifestações contrárias ao chefe do Executivo ocorreram no dia 17 de março.
O governo Bolsonaro está se aproveitando da crise, intensificada pela pandemia do novo coronavírus, para ampliar os ataques à classe trabalhadora. Ao mesmo tempo, favorece ainda mais bancos e empresários com isenções fiscais, ajuda financeira e flexibilização da legislação trabalhista. Um exemplo é a Proposta de Emenda à Constituição 186 – conhecida como PEC Emergencial – que propõe a redução salarial e de jornada dos servidores públicos federais, além de atacar a estabilidade dos servidores.
Enquanto sinaliza medidas que deixam milhares de trabalhadores em situação ainda mais frágil, o governo segue a política de socorro aos bancos e empresas. Um pacote de medidas anunciado na semana passada prevê um auxílio ao menos dez vezes maior às empresas e bancos do que aos trabalhadores e pessoas de baixa renda.
Além disso, as medidas do governo preveem socorro à aviação civil e às empresas do agronegócio; e a liberação de R$ 135 bilhões nos compulsórios – parcela que os bancos são obrigados a depositar no Banco Central (BC) e outras medidas de socorro às empresas via bancos públicos. A Caixa Econômica Federal, por exemplo, deve colocar R$ 75 bilhões à disposição, com R$ 40 bilhões sendo destinados ao capital de giro de empresas e R$ 30 bilhões sendo usados para comprar linhas de crédito de bancos pequenos e médios. O Banco do Brasil e o BNDES vão adotar medidas semelhantes.
Adufs, com informações da Agência Brasil.
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