Participe do XVI Encontro das UEBA
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Evitando o fomento de grandes aglomerações, conforme orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Ministério da Saúde, as centrais sindicais do país suspenderam as mobilizações do dia 18 de março, mas mantiveram as greves e paralisações, inclusive nos dias que antecederam e sucederam o dia 18. Houve atos públicos em todo o país nos dias 17, 19, 20 e 21, data do aniversário de Jair Bolsonaro.
No dia 18 deste mês, milhares de pessoas insatisfeitas com o presidente e sua equipe, em diversas cidades brasileiras, fizeram um panelaço nas janelas de suas residências em protesto contra a política conservadora e neoliberal deste governo. A agitação também seguiu nas redes sociais, com a insígnia “Em defesa da educação pública e gratuita, dos serviços públicos, empregos, direitos e democracia”. A data foi definida pelas centrais sindicais do país e pelo ANDES-SN como Dia Nacional de Lutas, Protestos e Paralisações.
Um ano de ataques
No dia 31 de dezembro o presidente Jair Bolsonaro completou seu primeiro ano de governo. O novo ocupante do Palácio do Planalto e sua equipe impuseram a todos os trabalhadores brasileiros a desregulação e precarização do trabalho e das condições de vida. Também fazem parte dos ataques, cortes de verbas na educação, incentivo ao genocídio indígena e à devastação ambiental na Amazônia, o avanço do agronegócio, redução dos investimentos no combate à violência contra as mulheres, num ano no qual os feminicídios aumentaram, aumento dos preços dos gêneros alimentícios e do combustível, dentre outros ataques.
Os servidores e os serviços públicos também têm sido bastante atacados. O mais recente foi a reforma da Previdência, que aumentou o tempo de contribuição do servidor e rebaixou o valor da aposentadoria. Seguindo a mesma cartilha do plano federal, na Bahia, o governador Rui Costa fez a reforma da Previdência e dificultou o acesso dos servidores à aposentadoria.
Na avaliação da diretoria da Adufs, o projeto governamental para retirar direitos vai exigir dos trabalhadores muita mobilização. “A agenda de Bolsonaro é de retirada sistemática de direitos dos trabalhadores. A unidade e a mobilização coletiva são fundamentais para conformar uma oposição efetiva ao projeto do governo”, avaliou André Uzêda, diretor da Adufs.
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