Nota de Pesar - Raoni Assad Nery
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O papel assumido pelas agências de fomento à pesquisa foi a tônica do debate promovido pela Adufs em comemoração ao Dia dos Professores, no dia 16 de outubro. Denise Lemos, vice-coordenadora do Centro de Pesquisas do Centro de Recursos Humanos (CRH) da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da Ufba, que compôs a mesa, coordenada pela professora Sara Rios, diretora da Adufs, disse que as agências mudaram de finalidade, passando de órgãos de apoio, de capacitação docente e geradora de indicadores sociais para assumirem a função de avaliadoras de produção docente e financiadoras de pesquisa e pós-graduação.
“Os dirigentes das universidades passam a ser agentes do Estado, com o objetivo de impor diretrizes definidas em órgãos hierárquicos”, disse Denise Lemos, acrescentando que, atualmente, existem sucessivos ataques ao papel da universidade como centro autônomo de produção e conhecimento.
Durante o debate, a professora ainda falou que todo esse processo contribui para que a demanda espontânea da pesquisa perca espaço para a demanda estimulada, já que a produção de conhecimento passa a ser direcionada para os temas de pesquisa financiados definidos pelo governo.
Já Diva Dantas da Silva, Analista de Ciência e Tecnologia da CAPES (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), que também compôs a mesa, afirmou que as agências de fomento têm causado desconforto aos professores pela exigência da quantidade de produção, em detrimento à qualidade dos trabalhos.
“Acredito que esse debate foi positivo porque na CAPES nós temos a visão dos pró-reitores e dos representantes das áreas, mas não temos a visão dos professores que estão no dia-a-dia da graduação e da pós”, disse, informando que o excesso de cobrança das agências de fomento em relação às publicações é uma discussão ainda maior e que envolve o Conselho Técnico Administrativo da CAPES.
“Existe muita cobrança para que o professor publique e eu acredito que isso deve ser alvo de discussão para que possa atender tanto a necessidade das agências de ter uma maneira de qualificar os cursos, quanto a necessidade dos professores de lecionar e não apenas publicar para ser avaliado. Esse debate foi uma oportunidade de verificar as demandas e as necessidades das universidades, principalmente as da Uefs”, concluiu.
CONFRATERNIZAÇÃO
Ainda como parte da comemoração do Dia do Professor, no início da noite, foi servido um jantar com música ao vivo e realizado sorteio de diversos brindes. Dezenas de professores prestigiaram a confraternização, animada pela música da dupla Tito Pereira e Rogério Ferrrer.
A festa aconteceu ao lado da Adufs, no MT 45.
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