Participe do XVI Encontro das UEBA
Estão abertas as inscrições para o XVI Encontro das UEBA, espaço de debate, organização e fortalecimento da luta docente. Neste ano, a programação discutirá conjuntura, defesa do Estatuto do ...
Engajados na defesa intransigente da democracia, os professores da Uefs têm intensificado as ações de combate às ameaças fascistas que tomam conta do Brasil e vêm ganhando força no segundo turno das eleições presidenciais. Estão sendo organizadas mobilizações dentro e fora do campus, com panfletagem, ato público e diálogo com a comunidade externa. Ações também ocorreram no último sábado (20) e domingo (21). Ainda houve debates na universidade. As atividades continuam nesta semana.
Na última quinta-feira (18), a categoria esteve no bairro Feira VI para panfletar e alertar a população quanto aos perigos iminentes da chegada das forças políticas reacionárias à Presidência da República. Na sexta (19) houve ato público no Centro de Feira de Santana e, no dia 20, os docentes endossaram o Ato pela Vida das Mulheres, em Defesa da Democracia e dos Nossos Direitos, promovido por diversas entidades de Feira de Santana e realizado em frente à Prefeitura Municipal. No domingo (21), a diretoria da Adufs serviu um café da manhã na feira livre do bairro Cidade Nova.
As atividades são organizadas por diversas entidades, como a Adufs, o Diretório Central dos Estudantes (DCE/Uefs), o Comitê em Defesa da Democracia e contra o Fascismo, a Frente Nenhum Direito a Menos e o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Terceiro Grau do Estado da Bahia (Sintest). Veja a agenda de mobilização.
Defesa do Estado Democrático
Os docentes que usaram os espaços das mobilizações para falas ressaltaram, de forma veemente, a necessidade de todos reagirem nas ruas e nas urnas ao crescimento da violência e da cultura do ódio, usados pelas forças políticas conservadoras para negar a cidadania àqueles historicamente desfavorecidos e reprimir as liberdades individuais.
A categoria defendeu que a xenofobia, misoginia, LGBTfobia, racismo, intolerância política e machismo não devem existir! Paralelamente, as falas convidaram os transeuntes e os atentos às mobilizações a assumirem o compromisso com os princípios do Estado Democrático de Direito e com a luta contra todas as formas de autoritarismo, violência e repressão, a fim do estabelecimento de uma sociedade mais justa, igualitária, solidária e tolerante.
Conforme a Agência Pública, em parceria com a Organização da Sociedade Civil (OSC) Open Knowledge Brasil, houve ao menos 50 ataques de ódio no Brasil nos dez primeiros dias de outubro. Ainda de acordo com o levantamento, a maior parte das agressões ocorreu nas regiões sudeste (33), nordeste (18) e sul (14).
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