05/11: RODA DE CONVERSA NO NOVEMBRO NEGRO DA UEFS
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Os docentes da Universidade Metodista de Piracicaba (Unimep) deflagraram na última quarta (9), greve por tempo indeterminado. No dia 7 deste, em assembleia geral, os professores haviam definido uma paralisação de 48h, que poderia ser estendida caso a Rede Metodista de Ensino, mantenedora da instituição, não atendesse às reivindicações da categoria. Os técnicos-administrativos também entraram em greve. As atividades acadêmicas estão suspensas e dois campi da universidade - Piracicaba e Santa Bárbara do Oeste -, estão ocupados por estudantes, professores e funcionários.
A Unimep vive uma crise interna provocada, em especial, por problemas estruturais (administrativos, político-pedagógicos e de recursos humanos) ocasionados pela quebra da autonomia universitária. Ao longo dos anos, a mantenedora vem assumindo muitas das funções que antes eram de competência da instituição.
Na pauta de greve da categoria docente, entregue à Rede Metodista, está a defesa da autonomia universitária e a luta contra as intervenções da mantenedora na administração da universidade, contra o sucateamento dos serviços básicos, como equipamentos, materiais laboratoriais, programas de extensão, até então sempre oferecidos com qualidade pela instituição; em defesa da Convenção Coletiva de Trabalho, e pela abertura das negociações para assinatura do Acordo Coletivo de Trabalho.
Na última semana, a comunidade acadêmica protestou na universidade e, logo após, os estudantes acamparam no prédio da reitoria e bloquearam a entrada dos blocos do campus Piracicaba com mesas e cadeiras para impedir as aulas e, também, colaram cartazes pela instituição. No dia 8, em assembleia estudantil, foi decidido manter a ocupação da Unimep em apoio às greves de professores e funcionários, em defesa da universidade, e em repúdio à falha do sistema online na renovação da matrícula dos estudantes.
Apoio
A comunidade acadêmica da Unimep tem recebido apoio de associações de ensino superior do estado e de sindicatos de professores de diversas regiões do país. Durante a assembleia do dia 09, foi lida também uma moção de apelo da Câmara dos Vereadores de Piracicaba ao diretor da Rede Metodista, Robson Aguiar, – solicitando a abertura de diálogo com os representantes dos docentes, discentes e funcionários da universidade. Outras instituições educacionais metodistas declararam seu apoio inicial ao movimento grevista. O Ministério Público Federal deve intimar, nas próximas horas, o diretor da Rede Metodista e o reitor da Unimep a prestarem esclarecimentos sobre o que vem acontecendo na instituição.
Fonte: ANDES-SN.
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