Participe do XVI Encontro das UEBA
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Os sucessivos cortes e contingenciamentos do orçamento das universidades públicas, federais e estaduais, que vêm ocorrendo nos últimos anos, têm afetado bruscamente as atividades de ensino, pesquisa e extensão. No entanto, quem mais tem sofrido com a situação financeira das universidades é justamente o elo mais fraco da comunidade acadêmica: os trabalhadores terceirizados. Diante da falta de recursos, os reitores têm optado por romper contratos com empresas terceirizadas de segurança, portaria e limpeza, o que faz com que centenas de trabalhadores precarizados percam seus empregos.
Na Universidade de Brasília (UnB), a reitoria anunciou em junho a demissão de 21 contínuos, 6 recepcionistas, 86 trabalhadores do contrato de serralheria, marcenaria, carpintaria, pintura, estofamento e lustração, 62 porteiros e cerca de 21% de servidores da limpeza, segurança e vigilância desarmada. As demissões também ocorrem na Universidade Federal de Pelotas (Ufpel) e na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM).
Nas universidades estaduais a situação não é diferente. Na Bahia, trabalhadores terceirizados de limpeza e manutenção predial da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs) realizaram paralisações no mês de abril em protesto contra a falta de pagamento de salários e de benefícios. A reitoria da instituição afirmou que havia repassado os valores às empresas terceirizadas, e que eram essas que não pagavam os trabalhadores. Após muita pressão dos trabalhadores, os salários foram pagos.
Luis Eduardo Acosta, 1º vice-presidente e um dos coordenadores do Grupo de Trabalho de Política de Formação Sindical (GTPFS) do ANDES-SN, critica a política de terceirização, e afirma que os trabalhadores terceirizados, justamente pela precariedade das suas relações de trabalho, acabam sendo alvo mais fácil das políticas de ajuste fiscal e de cortes orçamentários.
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