Participe do XVI Encontro das UEBA
Estão abertas as inscrições para o XVI Encontro das UEBA, espaço de debate, organização e fortalecimento da luta docente. Neste ano, a programação discutirá conjuntura, defesa do Estatuto do ...
Cerca de 150 mil pessoas ocuparam as ruas de Brasília. Após a concentração desde a madrugada da quarta-feira (24), no estádio Mané Garrinha; ao meio-dia começou a marcha em direção à Esplanada dos Ministérios. Bandeiras, palavras de ordem, inúmeras faixas e, sobretudo, muita disposição para a luta. Professores da Uefs estiveram presentes.
Também nas ruas, operários da construção civil, petroleiros, metalúrgicos, trabalhadores da saúde e da educação, químicos, servidores públicos das três esferas, trabalhadores dos Correios, têxteis, bancários, comerciários, papeleiros, metroviários, condutores, trabalhadores rurais, movimentos que lutam por moradia, por reforma agrária, pela demarcação das terras indígenas e quilombolas, juventude e os que lutam contra as opressões machista, racista e a LGTBfobia.
A repressão da Polícia Militar do Distrito Federal revistou manifestantes no trajeto da Esplanada, bloqueou a entrada à Praça dos Três Poderes e estava disposta a reprimir a qualquer respiro dos manifestantes, recebidos por uma saraivada de balas de borracha, armas de fogo, bombas de gás lacrimogêneo e de spray de pimenta. Quando a repressão já estava instalada, o presidente Temer, não satisfeito, decretou a “Garantia de Lei e de Ordem” em todo o Distrito Federal até o dia 31 de maio. Se valendo da Lei Complementar nº 97/1999 e do artigo 84 da Constituição Federal, colocou as Forças Armadas nas ruas. Uma ação criminosa e desnecessária!
O #OcupeBrasília foi convocado de forma unitária por nove Centrais Sindicais brasileiras como um protesto pacífico em defesa dos direitos trabalhistas e contra a reforma da Previdência e as terceirizações. A CSP-Conlutas não deixou de mencionar a solidariedade internacional que a mobilização brasileira recebeu.
Segundo a presidente do ANDES-SN, Eblin Farage, “foi uma vitória a construção unitária entre as centrais sindicais, assim como a Greve Geral de 28 de abril”. Já Paulo Barela, da Secretaria Executiva Nacional da CSP-Conlutas, ressaltou que “agora, é necessário que organizemos uma Greve Geral de 48 horas. Só com o acúmulo e fortalecimento da luta dos trabalhadores, vamos conseguir derrotar as reformas de Temer e derrubar de vez este governo”.
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