Participe do XVI Encontro das UEBA
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Os professores da rede municipal de Feira de Santana encerraram na última quinta (6), a greve iniciada no dia 15 de março. As aulas foram retomadas na manhã do dia 7. O avanço nas negociações com o governo José Ronaldo, que durante o movimento paredista utilizou a força policial para acuar os manifestantes, só foi possível com o endurecimento das ações. No dia 23 de março, a diretoria da Adufs divulgou uma moção em repúdio à truculência do executivo e, também, do legislativo.
Houve acordo no pagamento do reajuste linear, que será feito de forma parcelada, sendo 3,82% na folha complementar do mês de março, retroativo a janeiro, e 3,82% em julho. Também foi acordada a manutenção do pagamento da gratificação de 15% de Atividades Pedagógicas (que atualmente consta no Estatuto do Servidor com a terminologia de Atividades Pedagógicas, que posteriormente será transformado em Regência de Classe) sobre os salários dos professores de Ensino Fundamental I (1º ao 5º) e a implantação do pagamento da regência de classe aos professores do Ensino Fundamental II, a ser aplicado nos anos de 2018 a 2020, com pagamento de 5% ao ano. Em se tratando da implementação da reserva de carga horária de 3 horas (para professores cujo regime de trabalho é 20 horas/semana) e 6 horas (para professores cujo regime é 40 horas/semana), a mudança será feita de maneira gradativa nos anos 2018, 2019 e 2020 – respectivamente, 1 ou 2 horas a cada período. O governo também se comprometeu com a mudança de regime de trabalho (20h para 40h) para os professores que solicitaram e estão em conformidade com a lei.
O canal de negociação com o governo municipal ocorreu somente a partir dos dias 27 e 28 de março, após a categoria ocupar o prédio do Centro de Atendimento ao Feirense (Ceaf). A ocupação, no entanto, foi atropelada pela truculência dos gestores municipais, que logo no primeiro dia impediram a entrada de alimentos e colchões no local. É bom registrar que em nenhum momento os manifestantes inviabilizaram o funcionamento dos trabalhos no local. “O movimento dos professores da rede municipal é legítimo. A categoria está empenhada e organizada na defesa da educação pública e dos direitos trabalhistas, afirmou a diretora Ana Cerilza Mélo, que esteve no Ceaf no dia 28 de março para conversar com os manifestantes e prestar a solidariedade da diretoria da Adufs à pauta.
“Essa foi uma greve muito intensa e que teve como grande característica as ocupações, inclusive nos espaços políticos da cidade. Fomos vitoriosos, pois entramos na negociação com um cenário que só apontava para a discussão ou estudo da implementação da Regência de Classe e saímos com a garantia dela”, avaliou Edson do Espírito Santo, professor da rede municipal e da Uefs.
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