Participe do XVI Encontro das UEBA
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O Ministério da Fazenda, já sob o comando de Henrique Meirelles, divulgou que vai retomar a proposta de reforma da Previdência com fixação de idade mínima e uma regra de transição para quem já está no mercado de trabalho. Para cumprir seu plano, Temer chamou uma negociação, dia 16 deste, com centrais sindicais que apoiam o governo de direita com o intuito de formar um grupo de trabalho que discuta a reforma da previdência.
O governo atual não é um governo fruto da vontade popular. É tão repudiado pela população como era o governo Dilma e assume por meio de uma manobra da oposição burguesa de direita, através do impeachment, planos que o governo Dilma não conseguiu. Isso significa que os ataques que serão desferidos contra a classe trabalhadora e o povo pobre não serão poucos. Incluindo-se a reforma da Previdência, o aumento de impostos ou a instituição novamente do CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) que afetará sobretudo os assalariados, o corte de verbas para saúde, as privatizações, entre outros.
Diante disso, a CSP-Conlutas irá para as ruas e os locais de trabalho defender as aposentadorias contra a reforma da Previdência com todo vigor e firmeza, e continuará defendendo o campo alternativo das lutas dos trabalhadores, do povo pobre e da juventude, que são oposição ao governo Temer. A CSP-Conlutas também faz um chamado às centrais sindicais, CUT e CTB, que se dizem contra a reforma da Previdência, para prepararmos juntas uma Greve Geral em defesa dos direitos dos trabalhadores.
Conlutas defende suspensão do pagamento da dívida pública
Durante audiência pública promovida no dia 16 deste pela Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado Federal, com o tema “A retomada do crescimento econômico e a geração de emprego e renda”, Paulo Barela, membro da Executiva Nacional da CSP-Conlutas, defendeu que é preciso auditar e suspender o pagamento da dívida pública que consome 50% do orçamento, taxar as grandes fortunas, o sistema financeiro e as grandes empresas multinacionais e também nacionais.
O dirigente também enfatizou a importância de fazer uma reforma agrária e o fim da exploração do agronegócio, além da reforma fundiária, para garantir moradia e dignidade para a população pobre. Durante a fala de Barela, aconteceu uma interrupção na transmissão ao vivo pela TV Senado. A interrupção se deu justamente no momento em que o dirigente denunciava que as propostas por ele defendidas não poderiam ser aprovadas pelo congresso.
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