Participe do XVI Encontro das UEBA
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Diversos movimentos sociais de Feira de Santana organizaram uma manifestação com panfletagem em defesa da mobilidade urbana. O ato aconteceu no último sábado (22), com concentração em frente à prefeitura municipal. A Adufs foi representada pelos diretores Rosevaldo Ferreira e Adroaldo Oliveira.
Após protesto no Paço Municipal, os manifestantes fizeram uma vigília no cruzamento das avenidas Maria Quitéria e Getúlio Vargas com o objetivo de impedir a continuidade da derrubada de árvores, processo que integra uma parte da obra de construção do BRT (Bus Rapid Trânsit), sistema de transporte urbano de passageiros construído pela prefeitura e já em andamento no município.
A manifestação fez sérias críticas ao BRT. Desde a sua concepção, tem provocado a reação de diversas entidades e movimentos sociais que ocuparam as ruas, a prefeitura e a Câmara de Vereadores, para exigir um projeto que garanta o direito da população ao acesso à cidade. Um dos pontos questionados é a metodologia que o governo municipal vem tomando para as decisões, principalmente sem a construção de um Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano (PDDU) participativo. O PDDU data de 1992 e nunca foi revisado para se adequar ao desenvolvimento da cidade. Hoje, através de ações que beneficiam o interesse privado, o governo José Ronaldo tenta impor um projeto que não garante uma mobilidade urbana. Se considerado o fluxo da periferia com o centro da cidade e a ligação entre os bairros, a situação é ainda pior.
Recentemente, o descaso com o transporte público em Feira de Santana rendeu mais prejuízos aos usuários. No último domingo (16), alegando dificuldades financeiras, as empresas 18 de Setembro e Princesinha recolheram os ônibus e suspenderam o serviço, cujo contrato venceria nesta terça-feira (25). Como paliativo, a prefeitura liberou transportes alternativos e efetivou um contrato emergencial com as duas empresas que venceram a licitação ocorrida na última sexta-feira (14).
“O contrato com as empresas venceu em fevereiro. Desde o ano passado sabia-se que elas não continuariam prestando serviço ao município por estarem inadimplentes com tributos federais. Pelo contrato de concessão, as empresas devem apresentar os comprovantes de quitação dos débitos. A prefeitura foi, no mínimo, omissa nesse sentido. Além do mais, aumentou a tarifa embutindo o valor dos tributos. Ela deveria estar preparando um plano B de intervenção no sistema para evitar o problema que está acontecendo”, denunciou o diretor da Adufs e membro do Grupo de Trabalho de Mobilidade Urbana da Uefs, Rosevaldo Ferreira, acrescentando que havia soluções que não foram buscadas.
A presença de diversas pessoas na rua, no último sábado (22), demonstrou a disposição para o endurecimento contra atual projeto de governo municipal e para a necessidade de defender a construção de Plano Diretor Participativo. A próxima atividade acontecerá nesta terça-feira (25), às 10h, em frente à prefeitura. Mais tarde, às 16h, terá reunião no Centro Universitário de Cultura e Arte (Cuca) para organização de uma mobilização para o final de semana.
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