Participe do XVI Encontro das UEBA
Estão abertas as inscrições para o XVI Encontro das UEBA, espaço de debate, organização e fortalecimento da luta docente. Neste ano, a programação discutirá conjuntura, defesa do Estatuto do ...
Na assembleia desta terça-feira (4), os professores da Uefs decidiram manter a greve até a assinatura do Termo de Acordo, prevista para a reunião que será realizada com o governo na próxima quinta-feira (6), às 10h, em local a ser definido. Assinado o documento, o movimento paredista estará encerrado na Uefs.
A mesma pauta foi aprovada na assembleia da Uneb e Uesb, e será avaliada na quarta (5) pela Uesc. Os professores da Uefs ainda encaminharam a realização de dois debates, um com o tema Lei 7176/97, quem tem medo da revogação?, dia 18 de agosto, às 14h, além de outro sobre Orçamento das Universidades Estaduais da Bahia (Ueba), marcado para 26 deste, também às 14h. O local das atividades será definido.
Durante as falas, emocionadas, os docentes ressaltaram a capacidade de mobilização da categoria, que mesmo com as investidas do governo Rui Costa e a tentativa deste de criminalizar o movimento, soube conduzir as atividades com maturidade durante os 84 dias de greve. A assembleia desta terça (4) provocou a reação até daqueles que pouco se manifestam, mas que, na ocasião, demonstraram disposição para o embate com o governo em defesa da universidade pública. Estiveram presentes 100 professores, que se despediram com aplausos.
Para a diretoria da Adufs, o processo de greve foi exitoso, pois após diversas mesas de negociação, mobilizações e ampla discussão da pauta com o governo, a categoria conseguiu arrancar propostas para a revogação da lei 7176/97; a implementação das promoções, progressões e mudança de regime em trâmite nas secretarias estaduais da Educação (SEC) e da Administração (Saeb); o remanejamento do quadro de vagas, mais a garantia de que o orçamento das Universidades Estaduais da Bahia (Ueba) para o exercício de 2015 seja executado sem contingenciamento, diferente do que vinha acontecendo nos três primeiros meses deste ano.
“Antes da greve e das mesas de negociação, o governo sequer cogitava a revogação da lei 7176 e a garantia dos direitos trabalhistas. Por força da nossa luta, estamos a um passo de concretizar uma reivindicação histórica da categoria, que é a revogação da autoritária lei. No entanto, é importante nos mantermos mobilizados e atentos aos ataques do governo. Temos muito a ser feito para 2016”, disse Gracinete Bastos, diretora da Adufs, lembrando que toda a mobilização contou com o apoio do Movimento Estudantil das Universidades Estaduais da Bahia (Ueba), decisivo no embate contra a política de governo do PT.
Assinado o acordo com o governo, a categoria seguirá firme na defesa das Ueba e da valorização do trabalho docente. Como parte da agenda de mobilização, o Comando de Greve da Uefs se reunirá com as entidades que compõem a comunidade acadêmica na próxima sexta-feira (7), às 9h, na Adufs, para construir um calendário de ações. À tarde, avaliará o movimento paredista e discutirá ações que envolvam os docentes no acompanhamento das reuniões sobre o GT que debaterá a Lei 7176/97. O GT será cobrado pelo Movimento Docente (MD) durante a reunião do dia 6.
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