Participe do XVI Encontro das UEBA
Estão abertas as inscrições para o XVI Encontro das UEBA, espaço de debate, organização e fortalecimento da luta docente. Neste ano, a programação discutirá conjuntura, defesa do Estatuto do ...
Foram divulgados nesta quarta-feira (17) os Anais do 1º Encontro Nacional de Educação (ENE), realizado em agosto na cidade do Rio de Janeiro (RJ). O documento contém a síntese dos debates realizados nos encontros preparatórios e no encontro nacional, e é dividido nos sete eixos que nortearam as discussões: acesso e permanência, avaliação, democratização, privatização e mercantilização, financiamento, passe-livre e precarização. O 1º ENE teve enorme importância, uma vez que recolocou na agenda dos setores que lutam pela educação pública, a unidade para enfrentar os projetos de precarização e mercantilização da educação. Além ser fundamental no sentido de acúmulo histórico para o movimento, os anais também sistematizam os passos para o próximo Encontro e para as lutas futuras.
Confira aqui os Anais do 1º Encontro Nacional de Educação.
PUC-SP DEMITE 52 PROFESSORES UM DIA ANTES DO RECESSO
A Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) demitiu 52 professores na quarta-feira (17), um dia antes do recesso coletivo e início das férias, com a justificativa de ajustar a folha de pagamento para no próximo ano investir mais em pesquisa e infraestrutura. Os professores receberam a notícia de que não faziam mais parte do quadro do centro de ensino por telegrama e que a decisão foi tomada pela reitora, sem ter passado pelos Conselhos das Faculdades, sob a alegação de “sustentabilidade da universidade”. Desde 2006, os trabalhadores da instituição sofrem com ataques aos seus direitos quando quase mil trabalhadores, entre funcionários e professores foram demitidos.
Enquanto isso, o plenário da Câmara dos Deputados aprovou na terça-feira (16), um dia antes das demissões na PUC, a Medida Provisória 655/14, que concede crédito extraordinário de R$ 5,4 bilhões ao Ministério da Educação para cobrir despesas com o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). O programa financia a graduação para estudantes matriculados em instituições privadas e confessionais. Só neste ano, já foram destinados créditos no valor de R$ 7,43 bilhões para o Fies, numa demonstração clara de que a política do governo Dilma não é priorizar a Educação Pública, mas transferir recursos públicos para a iniciativa privada.
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