Greve nas estaduais cearenses continua e crise atinge as paranaenses

04/12/2014

A greve das três universidades estaduais cearenses já se aproxima de três meses de duração, e segue sem perspectiva de negociação com o governo estadual. Os docentes da Universidade Estadual do Ceará (Uece), Universidade Regional do Cariri (Urca) e Universidade Estadual do Vale do Acaraú (UVA) estão paralisados para cobrar do governador o cumprimento do acordo que encerrou a greve anterior da categoria, em janeiro de 2014. O acordo descumprido previa, entre outros pontos, a realização de concursos públicos para 577 docentes. Os docentes grevistas elaboraram um documento intitulado “Por uma política de estado para as universidades estaduais do Ceará”, que foi entregue à equipe do governador eleito.

Já as universidades estaduais paranaenses passam por uma grave crise financeira. Além de não terem recebido a totalidade do orçamento para o ano, as instituições ainda enfrentam o pacote de ajustes do governo estadual. O resultado concreto é a impossibilidade de pagar contas básicas, como luz, combustível e água, a dispensa de terceirizados e estagiários e, por consequência, a precarização das condições de trabalho e estudo.No dia 20 de novembro, o governo determinou 30% de corte de gastos em todos os órgãos do Paraná entre os meses de outubro de 2014 e janeiro de 2015. A decisão vale para as despesas de custeio pagas com recursos do Tesouro Estadual, como energia, água, telefonia, limpeza, combustível, etc.

JUSTIÇA RECONHECE ASSÉDIO MORAL INSTITUCIONAL NA UFPR

A 4ª turma do Tribunal Regional Federal emitiu parecer favorável à Associação dos Professores da Universidade Federal do Paraná (Apufpr) e aos docentes representados pela entidade, ao reconhecer a prática de assédio moral institucional coletivo na Universidade Federal do Paraná (UFPR).O problema denunciado pelo sindicato teve origem na ausência de normatização do Campus Litoral e a falta de um projeto político pedagógico e da avaliação dos docentes em estágio probatório. Todas essas irregularidades deixaram vulnerável toda a categoria docente da unidade e resultaram no desequilíbrio das relações, impulsionando a prática de assédio moral. A Justiça reconheceu o assédio moral institucional e coletivo, por entender que toda a categoria estava submetida às atitudes assediantes da universidade e sujeita à obediência pelo constrangimento e pelo medo, e condenou a UFPR a pagar multa que deverá ser utilizada pelo sindicato em ações de melhoria da saúde e condições de trabalho dos docentes, conforme acórdão publicado no site do TRF 4ª Região recentemente.

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