Participe do XVI Encontro das UEBA
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Na última segunda-feira (22), os reitores se reuniram com a Coordenação para o Desenvolvimento da Educação Superior (Codes), para darem andamento à negociação do repasse da suplementação do orçamento e da ampliação do quadro de vagas para docentes. Segundo o reitor da Uefs, José Carlos, o coordenador da Codes apresentou uma Nota Técnica dos quadros quantitativos que foram encaminhados para a Secretaria de Administração (SAEB). Ainda segundo o reitor, a pauta é uma demanda apresentada pelo Movimento Docente e pelos reitores desde 2012. O coordenador da Codes, Nildon Pitombo, se comprometeu em dar um retorno com o parecer da SAEB sobre a Nota Técnica até o próximo dia 30 de setembro.
O corte no orçamento entre 2013 e 2014 representou um déficit aproximado de R$ 12 milhões para as Ueba. Só a Uefs teve R$ 4,6 milhões retirados de seu orçamento para custeio, investimento e pagamento de pessoal. Com o corte no orçamento, as universidades tiveram que fazer remanejamentos para incrementar o pagamento de despesas com pessoal. Em contrapartida a essa medida de emergência adotada, o governo se comprometeu a repassar R$ 7 milhões para a contratação de professores substitutos, além de outros R$ 7 milhões para demais despesas, porém apenas R$ 7,8 milhões foram depositados. Deste valor, a Uefs recebeu R$ 1.865 milhões, que são insuficientes para quitar as dívidas.
“Com o corte no orçamento anual, as universidades tiveram que fazer a escolha de remanejar os orçamentos com atividades finalísticas e investimento para suplementação de pessoal. Essa escolha tem que ser feita para evitar que haja demissões ou atraso nos salários de funcionários e docentes. O corte do orçamento impacta a manutenção das Universidades”, descreveu José Carlos. De acordo com o reitor, o orçamento limitado representa uma estagnação no desenvolvimento das Ueba, o que prejudica na execução das atividades consideradas essenciais para as universidades. “Estamos tendo uma dificuldade enorme principalmente nas despesas contratuais. Isso gera dívidas e despesas e temos que fazer escolhas. Estamos continuamente cobrando as demandas por suplementação, mas até agora não foram sinalizadas”, explicou.
Para a diretoria da Adufs, as recentes mobilizações, como a greve de advertência e a ocupação da Assembleia Legislativa, entre 15 e 17 de setembro, juntamente com as outras ADs e a participação de estudantes e técnico-administrativos, foram fundamentais para retirar o governo do silêncio e dar sinais que vai atender, ainda que muito parcialmente, às reivindicações.
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