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Live debate o papel da Uefs na produção do conhecimento em meio à pandemia

25-05-2020 às 19h22

Adufs

O papel da Uefs na produção de conhecimento público em meio à pandemia” será tema da Live a ser realizada na próxima quinta-feira (28), às 18h, pela diretoria da Adufs. As palestrantes serão as professoras Evanilda Souza de Santana Carvalho e Tatiane Alencar, ambas do Departamento de Saúde da Uefs (Dsau).

 

A Proposta da diretoria com as Lives é manter o contato com a categoria mesmo em tempos de pandemia do coronavírus e suscitar o debate sobre variados temas relacionados ao assunto.

 

Esta será a terceira Live organizada pela Adufs. A primeira foi sobre o tema “Educação a Distância (EAD) no ensino superior e o papel do sindicato classista”, que contou com a participação das professoras Rosineide Freitas, lotada na Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj) e diretora da Regional do ANDES-SN, e Tainã Mamede, diretora da Adufs. A Live da semana passada discorreu sobre “Saúde mental em tempos de pandemia”, ministrada pelos docentes Afonso Mancuso, do Departamento de Ciências Humanas e Filosofia da Uefs (Dchf) e Edna Araújo, lotada no Departamento de Saúde da mesma universidade (Dsau).

 

Live saúde mental

Edna Araújo foi a primeira a se manifestar. Em sua fala, a docente informou que o coronavírus impõe um cenário ainda mais difícil às populações pobres, principalmente aos negros. São essas famílias que vivem em situação de vulnerabilidade no tocante às atividades laborais, moradia, saneamento básico, acesso à escolaridade, à informação e emprego.

 

Além disso, também conforme a professora, as mulheres têm tido jornadas mais longas, com tarefas extras, como a maior atenção às crianças em casa, já que estão sem aulas. E, muitas vezes, estas tarefas são somadas, em função da pandemia, ao trabalho em esquema de home office.

 

Já o professor Afonso falou que a saúde ou o sofrimento mental ou psíquico não devem ser compreendidos como fatos individuais, disfunções biológicas ou orgânicas. A saúde mental, para ele, é a expressão da forma como as pessoas se relacionam entre si e consigo mesmo.

 

O docente ainda diz que poder ficar em casa, neste período de quarentena e de isolamento, é ter alguma condição de vida. Há pessoas que moram com muitas outras em um espaço pequeno, não só sem internet, mas, muitas vezes, sem saneamento básico. Então, para esses indivíduos, a saúde mental está ligada à própria sobrevivência.

 

Mancuso elencou três fatores a serem considerados, para se pensar pilares da saúde mental e o isolamento. Em primeiro lugar, o conjunto das relações íntimas e de afeto das pessoas. Segundo, repensar o sentido da vida e os objetivos próprios. Por último, o que o professor chama de otimismo realista. “Em meio a essa catástrofe social que vivemos, a contradição opera. A questão é a gente entender o que está acontecendo, como a agudização da crise da sociedade do capital. Nesses termos, abre-se a possibilidade de transformação social profunda. Agora, mais do que nunca, é hora de a gente se engajar em questões sociais coletivas. Não como um imperativo, mas como uma chance da gente participar de uma mudança do mundo para melhor”, disse.


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