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MOBILIZAÇÃO

Protesto e debates marcam Greve Nacional da Educação

04-10-2019 às 09h55

Ascom Adufs
Diretor da Adufs ministrou Aula Pública
Diretor da Adufs ministrou Aula Pública

Entidades, sindicatos, partidos políticos, trabalhadores e estudantes ocuparam a Praça de Alimentação de Feira de Santana, na tarde de quinta-feira (3), em um protesto que marcou a Greve Nacional da Educação. Nas falas, os manifestantes condenaram os ataques realizados pelos governos federal, estadual e municipal. Durante a mobilização, realizada em todo o país, a diretoria da Adufs ministrou uma Aula Pública sobre o Future-se, programa do governo Bolsonaro lançado em julho deste ano para a privatização das instituições públicas de ensino superior. Antes, no dia 2 deste, houve debates nas escolas públicas estaduais e municipais.

Em se tratando da educação estadual, os servidores denunciaram a suspensão, há cinco anos, do pagamento da reposição inflacionária; os ataques ao regime de dedicação exclusiva e aos diversos direitos trabalhistas; o subfinanciamento das universidades estaduais baianas e o desrespeito ao Estatuto do Magistério Superior.

No âmbito municipal, os professores cobraram do prefeito Colbert Martins a discussão sobre a Reformulação do Plano de Carreira dos Trabalhadores em Educação, os Precatórios do FUNDEF e sobre a Alteração de Carga Horária de todos os docentes que a solicitaram. Também condenaram o Programa Nacional de Escolas Cívico-Militares, que tem a intenção de militarizar 216 escolas do país.

Aula Pública
O diretor da Adufs, André Uzêda, que ministrou a Aula Pública, disse que as mudanças pretendidas pelo Future-se preocupam a comunidade acadêmica, principalmente pela intenção em colocar a administração das universidades federais sob a responsabilidade de Organizações Sociais (OS). O docente informou, em sua fala, que essa nova gestão flerta com a privatização e pode impactar a forma de contratação de professores, que deixaria de ser via concurso público para ser celetista.

“Ao aderir ao programa, as reitorias ficam obrigadas a trabalhar com as OS, contratadas pelo MEC, nos eixos gestão, governança e empreendedorismo; pesquisa e inovação e internacionalização. É um programa que não foi discutido com a comunidade acadêmica das universidades federais. Além disso, a ingerência das OS podem reduzir a autonomia universitária. Outro problema é que o Future-se também propõe que as instituições captem recursos próprios para auxiliar na sua manutenção. Este programa precisa ser rechaçado pela comunidade universitária”, alertou André Uzêda. 

Veja fotos no https://www.facebook.com/adufsba/


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