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UNIDADE NA LUTA

Milhares de pessoas em defesa da educação e contra a reforma da Previdência vão às ruas de Feira de Santana

30-05-2019 às 16h44

A concentração foi em frente ao Instituto Gastão Guimarães
A concentração foi em frente ao Instituto Gastão Guimarães

Em meio aos cortes orçamentários na educação em todos os seus níveis, mais uma vez, milhares de pessoas foram às ruas de Feira de Santana e de todo país, para estas que já se configuram como as maiores manifestações contrárias às políticas implementadas pelo governo Bolsonaro. O ato ocorreu nesta quinta (30).

Os protestos que tiveram início, a partir das convocações de centrais sindicais nacionais, no dia 15 de maio, ganharam ainda mais força após as declarações ofensivas do presidente da república que denominou os manifestantes de “idiotas úteis” e devem chegar ao ápice no dia de Greve Geral, marcado para 14 de junho.

Em Feira de Santana, a população foi receptiva aos atos que reuniram professores de todas as instâncias do ensino público e privado, assim como os estudantes, em uma verdadeira aula pública de cidadania e preservação dos direitos. Representantes de diversas entidades e centrais sindicais se somaram aos protestos que, novamente, foi uma construção coletiva de muitos braços em defesa da educação pública, gratuita e de qualidade.

Os professores da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs), que estão em greve há mais de 50 dias, utilizaram o espaço para denunciar também as ações do Governo do Estado que não dialoga com a categoria e pelo segundo mês corta os salários dos docentes em greve, desrespeitando o livre exercício dos manifestantes a favor de melhores condições de trabalho e da Universidade. Na oportunidade, o professor André Uzêda, diretor da Adufs, destacou a importância da soma de forças de toda a população contra o processo em curso de total destruição da educação pública, reiterando a forma perversa como o governo do Estado vem tratando as universidades baianas e os professores.

Considerando todas as 63 universidades federais, os cortes chegam ao valor de R$ 1,7 bilhão, o que representa 24,84% dos gastos não obrigatórios (discricionários), como água, luz, terceirizados, obras, equipamentos e realização de pesquisas. Os institutos federais também sofreram com a redução orçamentária.

Embora estes cortes sejam orquestrados pelo Governo Federal, no âmbito estadual, as universidades estaduais da Bahia vem enfrentando a mesma situação ao longo dos últimos anos. Nos anos de 2017 e 2018, os cortes nas quatro universidades estaduais alcançaram 110 milhões, o que torna quase inviável a realização de diversas atividades de ensino, pesquisa e extensão, comprometendo o funcionamento das instituições. Somente na Uefs, os cortes neste ano já chegam a 10 milhões de reais.


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