ANDES-SN disponibiliza Caderno de Textos do 69º Conad
A Secretaria do ANDES-SN divulgou, na última sexta-feira (12), o Caderno de Textos do 69º Conad do Sindicato Nacional. Com o tema central “Guarnicê a luta pela educação pública na terra da ...
O dia a dia dos estudantes que ocupam instituições de ensino localizadas em Feira de Santana foi compartilhado com o Comando de Mobilização docente na terça-feira (29), durante visita dos professores para a entrega de alimentos e produtos de limpeza. O apoio ao protesto, aprovado em assembleia realizada no dia 10 deste mês, prevê auxílio político e material. No município, estão paralisadas as atividades na Uefs, Ifba, Ufrb e nos colégios estaduais Helena Assis Suzart e Luiz Viana Filho.
Na visita, recebida com satisfação pelos alunos em luta contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 55, os jovens falaram sobre o cotidiano da ocupação nas instituições de ensino, desde a divisão de simples tarefas, como a limpeza do local, até o trabalho de conscientização dos pais, demais alunos que não aderiram ao movimento e trabalhadores das unidades sobre a proposta da ocupação. Também destacaram que a convivência prolongada em um mesmo espaço em torno de uma pauta comum contribuiu para a percepção de alguns preconceitos e, consequentemente, com a mudança de mentalidade. “Aqui, todos cozinham e fazem a limpeza do espaço. Tarefas definidas tradicionalmente como da mulher são feitas também por homens”, disse E. F, do Colégio Estadual Helena Assis Suzart.
Um outro ponto destacado pelos estudantes é a disposição para, passado o processo de ocupação, continuar a luta em defesa da educação pública. Entre os projetos citados pelos alunos das universidades e do Ifba está a exigência de uma política de permanência que atenda à atual demanda das instituições. No âmbito do movimento secundarista, há a proposta de organização de eventos esportivos e culturais, a promoção de debates sobre temas da atualidade, a fiscalização dos recursos e materiais didáticos enviados às unidades de ensino e a exigência de mais investimento na estrutura física das escolas.
“-Ao ocupar as escolas/universidades, os/as estudantes demonstram ao conjunto da população explorada deste país que a saída para os ataques da elite é a resistência e a unidade dos explorados”, disse Adroaldo Oliveira, diretor da Adufs e membro do Comando de Mobilização da Uefs, ressaltando a legitimidade do movimento dos estudantes.
O comando de Mobilização reúne-se semanalmente para a definição do calendário de atividades. Além do apoio às ocupações, realizado também através da publicação de moções, os professores se disponibilizam à participação em debates.
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