Boletim Eletrônico ADUFS - Ano IX - Edição 347
18 de Janeiro de 2016
 

Por Rosevaldo Ferreira: Que tarifa é esta papai? Tá cheia de gordura viu, vou passar a mão nela.

Acorda Cidade
O valor atual da tarifa deveria ser R$ 2,00

E a tarifa de ônibus em Feira de Santana novamente subiu a níveis praticamente insuportáveis. Mais uma vez, a comunidade se depara – catatônica – com o “não sei como é calculada a tarifa”.

O calculo tarifário em Feira de Santana, em nada se difere da maioria das cidades brasileiras. A metodologia do Grupo Executivo de Integração da Política de Transportes (GEIPOT), órgão extinto do governo federal, criou uma planilha inovadora para o cálculo, na década de 1980. A planilha estabelecia que os gestores municipais não mais calculassem a tarifa no achismo. Antes da planilha, Feira de Santana não fugia a esse comportamento, afinal o país ainda vivia sob clima de censura e pouca gente tinha coragem de questionar. Sem contar na carência de técnicos que atuassem naquele setor.

Tudo obedece a uma fórmula simples:
CTKM / IPKe = Tarifa

CTKM é o Custo Total por Quilômetro. Ele apura as despesas da empresa transportadora, por exemplo São João e Rosa, com pessoal, óleo diesel e pneu, além de tributos.

IPKe é Índice de Passageiros por Quilômetro. Corresponde à média de passageiros transportados por quilômetro. No entanto, os estudantes, como pagam meia passagem, se forem transportados, por exemplo, 10 estudantes, consideram-se 05 pagantes. Tudo para efeito do calculo tarifário.

Imagine, por exemplo, que o CTKM de uma empresa concessionária que opera um serviço de 100 km seja de R$ 426,14. Sendo equivalente a um Custo Total unitário de R$ 4,26 por quilômetro. Agora imagine que 149 passageiros foram transportados nos 100 km. Usando a mesma metodologia, ou seja, dividindo a quantidade de passageiros pelos quilômetros, encontraremos um IPKe de 1,49. Finalmente, para encontrar a tarifa a ser cobrada, aplica-se fórmula CTKM / IPKe, 4,25 / 1,49, e se define uma tarifa de aproximadamente R$ 2,85. Fácil, não? 

Agora, imagine se a prefeitura de Feira de Santana fosse uma gestão comprometida com os anseios da população e fizesse o cálculo considerando o IPKe de 2,39, como estabeleceu a planilha que deu origem ao aumento de R$ 2,35 para R$ 2,70. A conta, então, seria esta:
R$ 4,26/2,39 = R$ 1,80

R$ 1,80 deveria ser a tarifa cobrada em Feira de Santana. E agora, neste período de aplicação do reajuste previsto no edital, a tarifa a seria de R$ 2,00.

Mas, o que fez a prefeitura? Em janeiro de 2015 aumentou a tarifa, alegando que o CTKM foi de R$ 6,26. E ao aplicar na fórmula, se dividindo pelo IPKe de 2,39, passou a cobrar da comunidade os R$ 2,70 atuais. Em 2016 para agradar aos novos concessionários a prefeitura optou por aplicou o reajuste sobre R$2,85, chegando ao novo valor de R$ 3,10, mediante um “achismo” de um conselheiro, sem obedecer nenhum critério técnico. 

A ADUFS entende que a tarifa correta a ser cobrada, seja uma que atenda aos anseios da população e garanta o equilíbrio financeiro do contrato, para que os empresários possam cobrir seus custos operacionais, a exemplo do pagamento do salário dos trabalhadores rodoviários. Custo que representa cerca de 46% do total de gastos do serviço. Uma auditoria no cálculo tarifário já se faz necessária, bem como a extinção do Conselho Municipal de Transportes, que apenas maquia a decisão da prefeitura em aumentar abusivamente a tarifa. 

Rosevaldo Ferreira é professor de Ciências Econômicas na Uefs,
especialista em Auditoria Fiscal-Contábil, 
mestre em Desenvolvimento Regional e Urbano e 
e diretor da Adufs.

 
 
B.N. Patel
A Lavagem foi um momento de denuncia dos ataques do governo
MOVIMENTO DOCENTE

Ato público denuncia ataques dos governos

A Lavagem do Bonfim deste ano foi mais uma oportunidade de denunciar à sociedade as condições precárias da educação pública baiana, dos servidores públicos e da classe trabalhadora. Manifestando, com veemência, o repúdio do movimento docente, das demais categorias do serviço público baiano e das diversas entidades e organizações que compõem o Espaço Unidade de Ação, o ato conjunto que aconteceu durante o cortejo denunciou os constantes ataques do governo Rui Costa, legitimando o seu projeto de destruição dos direitos trabalhistas.

Representando uma oportunidade de construção conjunta do “bloco” político, no qual as reivindicações contrárias aos ataques dos governos deram o tom do cortejo, a Lavagem foi um momento de integração dos diversos atores sociais que apoiam a luta contra a ofensiva dos governos e daqueles que exploram a classe trabalhadora. “Se a luta conjunta é a forma de fazer este enfrentamento, a coluna do Espaço Unidade de Ação deu um passo a mais em busca da unidade necessária entre os lutadores e lutadoras”, declarou Elson Moura, diretor da Adufs.

Veja aqui as imagens do ato!
 

 
Divulgação/ Adufs
Projetos são uma tentativa de destruição do serviço público
DEFESA DO SERVIÇO PÚBLICO

Fórum das ADs lança campanha contra os ataques do governo Rui Costa

O Fórum das ADs lançou, desde a última segunda-feira (11), uma campanha que critica os ataques do governo Rui Costa às Universidades Estaduais da Bahia e ao serviço público baiano. Tendo continuidade ao longo dos próximos dias, a campanha denúncia à comunidade baiana, por meio da veiculação de spots publicitários, vídeos e cartas, as investidas do governo e de seus aliados contra os direitos trabalhistas e a tentativa de desmonte do serviço público.

No final de 2015, os deputados governistas aprovaram, em “pacotaço”, a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 148, o Projeto de Lei 21.660 (substitutivo ao PL 21.631) e, por fim, a Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2016, que dispõe sobre as receitas e despesas do ano, incluindo o orçamento das Universidades Estaduais da Bahia (Ueba). Na galeria do plenário, o Fórum das ADs manifestou-se criticando os projetos que atacam os direitos dos trabalhadores do funcionalismo público e comprometem o funcionamento das instituições.

A aprovação desses e de outros projetos que não beneficiam os servidores representa uma explicita ofensiva ao funcionalismo público, alterando e extinguindo direitos historicamente consolidados pela classe trabalhadora, como licença prêmio, licença sabática e estabilidade econômica. O Fórum das ADs é contrário a qualquer projeto que retire direitos e comprometa o desempenho das Ueba. E continuará lutando e denunciando os ataques do governo Rui Costa e de seus aliados que se posicionam contra a classe trabalhadora e o serviço público.

Confira aqui vídeo que denuncia os ataques do governo!

Confira aqui a carta que reúne os 10 motivos para repudiar o governo Rui Costa e seus aliados!

Confira aqui o spot que apresenta as investidas do governo contra o serviço público!

 
Andes-SN
Fundação está convivendo com ameaças de demissão e precarização de seus serviços
ANDES-SN

Demissões rondam Fiocruz por conta do ajuste fiscal

A Fundação Osvaldo Cruz (Fiocruz), fundação pública federal vinculada ao Ministério da Saúde que é referência internacional em pesquisas de saúde pública, está convivendo com a ameaça de demissões e precarização de seus serviços por conta do ajuste fiscal realizado pelo governo federal. Conforme as diretrizes orçamentárias para 2016, o impacto dos cortes na Fiocruz recairá especialmente sobre a força de trabalho terceirizada, que deverá ser diminuída em até 20%, dependendo da unidade.

Em 28 de janeiro, uma reunião do Conselho Deliberativo (CD) da Fiocruz – do qual participam membros eleitos de cada unidade, o presidente da Fiocruz, além de representante do Sindicato dos Trabalhadores local (Asfoc Sindicato Nacional) –, decidirá como agir frente aos cortes. A informação é de Paulo Garrido, vice-presidente da Asfoc Sindicato Nacional, que teme que a Fiocruz seja prejudicada pelos cortes e pelas possíveis demissões de terceirizados. O vice-presidente da Asfoc diz, também, que nesta reunião o CD da Fiocruz vai analisar os contratos de serviços terceirizados e decidir como realizará os cortes impostos pelo governo.

Leia mais em: Andes-SN

 
CSP-Conlutas
Mais de 6 mil manifestantes percorreram as ruas da capital paulista contra o aumento da passagem
CSP-CONLUTAS

3ª manifestação contra o aumento da tarifa em São Paulo demonstra força e resiste à presença repressiva PM

O terceiro protesto contra o aumento da tarifa do transporte público em São Paulo, realizado na última quinta-feira (14), diferente das manifestações anteriores, conseguiu sair da concentração, no Theatro Municipal, e chegar ao seu percurso final, a Avenida Paulista numa demonstração de força do movimento contra a ofensiva repressiva da PM durante as manifestações.

Para fortalecer a mobilização contra o aumento da tarifa, houve um pré-ato convocado por entidades que formam o Bloco de Lutas de São Paulo, fórum integrado também pela CSP-Conlutas. Esses ativistas saíram em passeata da Praça da Sé até o Theatro Municipal para se encontrar com os demais manifestantes.

Apesar do forte contingente policial, e mesmo com toda a intimidação, a PM não conseguiu abafar as palavras de ordem dos mais de 6 mil manifestantes, que percorreram as ruas da capital paulista contra o aumento da passagem, mas também contra a repressão. “Não acabou, tem que acabar, eu quero o fim da polícia militar”, entoavam.

Leia mais em: CSP-Conlutas

 

FILIE-SE À ADUFS

A força do Sindicato está em seus/suas filiados(as) e na sua capacidade de defender os interesses da categoria. A ADUFS, desde a sua criação em 1981, tem pautado a sua luta em uma prática democrática, coerente e firme na defesa de um projeto de Universidade Pública.

Participar do Sindicato é exercer cidadania, é ser sujeito de sua história. Para filiar-se a ADUFS é preciso preencher um formulário (aqui) com algumas informações e autorizar o desconto mensal de 1% sobre os vencimentos, assinar, e entregar na Sala da ADUFS no Módulo IV ou ligar para o ramal 8072 e solicitar que o mesmo seja coletado.

A Diretoria da ADUFS

 
 
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