Ano XIII - Edição 599 - 23/03/2021
-

Tutorial auxilia docentes durante a votação que começa nesta quarta-feira (24)

A eleição para a diretoria da Adufs (biênio 2021-2023) está sendo feita totalmente no formato eletrônico. Para auxiliar os docentes, a diretoria da Adufs disponibilizou um tutorial com todas as instruções necessárias à votação. Acesse o tutorial. A votação começa nesta quarta-feira (24) e segue até às 20h do dia 26. O link que permitirá a escolha ou não pela chapa inscrita será remetido aos docentes através do e-mail. O remetente será o correio eletrônico votaweb@votaweb.com.br

Ao acessar o link enviado via e-mail, o professor será direcionado a uma tela que contém a pergunta: Como deseja ser encontrado na lista de votantes? Deve-se selecionar a opção CPF. Em seguida, aparecerá outra tela novamente com a pergunta: Como deseja ser encontrado na lista de votantes? Nesta, existem as opções INSERIR CPF e INSERIR SEU PRIMEIRO NOME. Na tela seguinte aparecerá o nome da chapa e as opções disponíveis para a votação. Na sequência, virá a tela que questiona se o docente deseja confirmar ou cancelar o voto já dado, para refazer a sua escolha. A tela subsequente solicita que o servidor acesse sua conta pessoal para verificar se recebeu um e-mail com um link solicitando a confirmação da votação. O voto só será computado após o docente clicar neste link. O e-mail pode demorar alguns minutos para chegar. Caso ele não esteja na Caixa de Entrada, a orientação é buscá-lo no Spam.

Leia mais

Compartilhe esta notícia!

COMPOSIÇÃO DO GRUPO

Chapa agrega antigos militantes e novos docentes. Grupo contempla a paridade de gênero

“Uma parte da chapa é formada por colegas que há alguns anos constroem o movimento docente. A outra, por novos companheiros, inclusive advindos de outras universidades estaduais da Bahia, que também quiseram se engajar ou ampliar sua participação no cotidiano da Adufs, desta vez enquanto coordenação, na luta coletiva em defesa da educação pública, dos direitos da categoria e de uma sociedade justa e igualitária”, disse Elson Moura. O docente é candidato à Coordenação Geral da Chapa Adufs - Autônoma e Democrática, única inscrita para o processo eleitoral à diretoria da seção sindical, biênio 2021-2023.

Um novo nome na chapa é o do professor João Diogenes, que já lecionou na Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb), onde participou ativamente das atividades da seção sindical. Segundo o docente, a decisão de compor a diretoria se deu pela identificação que teve com o grupo, pois seus componentes estão à frente da luta em defesa da universidade pública, dos direitos trabalhistas e de uma sociedade igualitária, sem diferenças entre religião, gênero, raça e orientação sexual. Apesar de novo na Adufs, João Diogenes demonstra preocupação com o atual contexto político-econômico, social e sanitário do país e com o que está por vir.

“Diante da nossa conjuntura, este grupo, juntamente com as outras associações docentes das universidades estaduais baianas, o ANDES-SN e a CSP-CONLUTAS, terão grandes embates a serem travados. Além de reforçar a luta pela universidade pública, por uma sociedade mais justa e pelos direitos conquistados, sobretudo pelo que determina nosso Estatuto do Magistério Superior, tem a luta diária contra o sexismo, a misoginia, o racismo, a LGBTfobia e outras formas de opressão. Também acredito ser importante aproximar ainda mais a Adufs dos movimentos sociais locais, pois esse diálogo com os movimentos é essencial para o nosso aprendizado. De alguma forma, novos integrantes oxigenam a luta”, comentou o docente.

Paridade de gênero
Jacqueline Nunes Araújo, que concorre à suplência do Conselho Fiscal, é uma das candidatas que, pela primeira vez, se dispõe a compor a Diretoria. A professora pontua que, diante do recrudescimento dos ataques aos direitos dos trabalhadores e ao serviço público nos âmbitos nacional, estadual e municipal, é necessário somar forças na coordenação da Adufs para o enfrentamento aos governos. A docente é uma das oito mulheres dos 15 integrantes da chapa.

“A contribuição da base é importantíssima à luta mas, desta vez, dispus a me candidatar ao cargo de conselheira porque entendo que é preciso participar da composição do sindicato, quer seja endossando as grandiosas contribuições dadas até então, quer seja através do acréscimo de novos elementos de renovação da luta. Nossos direitos têm sido vilipendiados, o orçamento das universidades está cada vez mais estrangulado e desde 2015 amargamos grandes perdas salariais. Com a aprovação do ensino remoto, enfrentamos mais uma forma de precarização do trabalho, com carga horária extenuante, mistura da atividade laboral com o ambiente doméstico e inclusão de novas despesas ao orçamento familiar, já que precisamos garantir o andamento das atividades acadêmicas. Esses ataques só não são maiores porque encontram resistência do movimento docente, que com sua força consegue pressionar o governo a receber a categoria e discutir a pauta”, disse Jacqueline Nunes Araújo, filiada à Adufs desde dezembro de 2010, quando passou a fazer parte do quadro de professores da Uefs. “Também defendo a retomada dos Grupos de Trabalho (GTs) e a continuidade da interlocução com o ANDES-SN”, enfatiza a docente, que também pretende compartilhar a experiência vivida por alguns mandatos à frente da vice-presidência da Adusb.

Acácia Batista Dias, candidata ao cargo de suplência da Coordenação Geral, relata com grande satisfação o fator paridade de gênero para a composição do grupo. “Temos uma boa representatividade feminina na chapa. Historicamente, as mulheres foram mantidas nos espaços privados, ocupadas com as tarefas domésticas e cuidado com os filhos. Atualmente, embora se façam presentes em diferentes espaços, nas instâncias de poder a participação delas ainda é muito tímida. A gente comemora as conquistas, mas é preciso aumentar o engajamento nas lutas e não permitir que nossos direitos sejam retirados”, registrou.

Preocupada com o atual contexto do país, a docente alerta que a pandemia impôs a permanência da mulher por mais tempo no ambiente doméstico, realidade que aumenta a sobrecarga de trabalho, interfere na realização das atividades profissionais e, em muitas situações, também contribui para o acirramento de conflitos. “O ano de 2020 registrou uma queda no volume de publicação das mulheres, indicando assim que a pandemia impactou na produção científica feminina. As mulheres com filhos enfrentam uma situação ainda mais grave, pois não contam com equipamentos sociais que dão suporte ao cuidado com as crianças, como creche e escola. Outra grande dificuldade enfrentada pela mulher com a Covid-19 é o aumento no número de casos de violência doméstica, que também se estendeu à criança. A gestão do atual presidente é marcada por retrocessos e práticas misóginas e machistas”, relatou Acácia Batista Dias. Há 24 anos lecionando na Uefs, a docente compôs o Conselho Fiscal da Adufs nos anos 2000.

A composição da Chapa Adufs - Autônoma e Democrática segue uma recomendação do ANDES-SN, que em seu 38º Congresso, realizado em 2018, definiu que a composição dos cargos da presidência, secretaria e tesouraria deve conter a participação de, no mínimo, seis mulheres. A decisão também foi recomendada às associações docentes. “Por uma opção eminentemente política, fizemos questão de aderir à sugestão”, frisou Elson Moura.

Plano de gestão
No plano nacional, a Chapa Adufs - Autônoma e Democrática descreve que a perspectiva é de aumento da precarização dos serviços públicos, criminalização da pobreza, desqualificação da ciência, perseguição à autonomia das universidades e fortalecimento da violência estatal e paraestatal. Na Bahia, apesar de condições diferentes de governabilidade, não existe um contraponto em relação às políticas praticadas pelo governo federal em relação ao funcionalismo público e às universidades públicas.

Refletindo sobre este cenário, a Chapa apresenta propostas de pauta para a luta em defesa do salário, direitos trabalhistas e das universidades estaduais, com destaque para a organização do enfrentamento em prol da pauta de reivindicação protocolada junto à Governadoria. No documento, ainda consta a proposta para a pauta interna e participação social e uma pauta geral que estende o alcance das lutas da Adufs para toda a classe trabalhadora, enfatizando a relação com a Adufs, o Andes-SN e a CSP-Conlutas em debates e enfrentamentos que reforçam não só as reivindicações da categoria, mas também ultrapassa as pautas internas, pois promove debates sobre outros temas importantes, a exemplo do assédio moral e sexual, LGBTfobia, machismo e racismo.

A votação para a diretoria da Adufs começa nesta quarta-feira (24) e segue até a próxima sexta-feira (26). O resultado da apuração sairá até o dia 27 deste mês. A posse ocorrerá após a divulgação dos resultados, em assembleia convocada especificamente para este fim.

Saiba tudo sobre o processo eleitoral.

Compartilhe esta notícia!

FORA BOLSONARO

Com quase 300 mil mortes e total desprezo do governo federal, Brasil se torna epicentro mundial da Pandemia

Foto: André Coelho
País bate recorde na média móvel de mortes

Se aproximando da triste marca de 300 mil mortos pela Covid-19, o Brasil completa mais de um ano de pandemia no pior momento da crise, com colapso no sistema de saúde em quase todo o país, sem auxílio emergencial e escassez de vacina. Há mais de 20 dias batendo recorde na média móvel de mortes, o país mergulha em uma crise sem precedentes, sob a liderança de um governo federal mais preocupado em encobrir crimes de aliados e realizar mais ações contrárias ao combate da Covid. Chegamos ao 13° mês de pandemia, sem um ministro da saúde, isolados do mundo e diante de um cenário que deve piorar e muito nos próximos meses.

Na mais recente demonstração de total desprezo à população brasileira, as denúncias em Brasília dão conta que Bolsonaro tenta manter o foro privilegiado do seu atual ministro da saúde, Eduardo Pazuello, investigado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por suposta negligência nos casos de falta de oxigênio no estado do Amazonas. Enquanto isso, o já escolhido novo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, permanece sem tomar posse. Diante das afirmações de Queiroga sobre “executar políticas de governo”, a essa altura já não é possível afirmar se o país fica pior com um ministro disposto a atuar em defesa das ideias negacionistas e genocidas do presidente ou sem ninguém na pasta, evidenciando para o mundo a total instabilidade financeira, social e sanitária que afasta qualquer possibilidade de investimentos no país.

Em mais uma medida desesperada para manter o poder diante do aumento da rejeição em todo país, Bolsonaro pede ao STF que barre as medidas restritivas que vêm sendo implementadas nos estados por seus governadores com o objetivo de conter o avanço do vírus e o colapso no SUS. A Bahia, que está entre os estados em que o presidente solicita intervenção, está com toque de recolher por decreto do governo estadual desde o dia 03 de março. Com índice de ocupação de mais de 85% dos leitos para tratamento de Covid-19, o estado vem batendo recordes no número de mortes, por isso a necessidade de restrição na circulação de pessoas que atualmente está em vigor das 18 horas às 05 da manhã em todo território baiano até o dia 1º de abril.

No município de Feira de Santana a situação se agrava. Nesta segunda (21), 134 pacientes estavam internados no município com 100% de ocupação dos leitos de UTI do Hospital de Campanha e mais de 80% de ocupação dos leitos de UTI do Hospital Clériston Andrade. Apesar da ampliação das medidas restritivas como o funcionamento escalonado do comércio até o dia 29 de março, nas ruas ainda é possível perceber a formação de aglomeração, principalmente, nos ambientes domésticos.

Segundo especialistas, as três novas cepas identificadas no Brasil P1 (variante de Manaus), P2 (encontrada no Rio de Janeiro), que já se espalhou por todo o país, e mais recentemente a variação N9 ainda em estudo pela FioCruz, já se provaram mais transmissíveis e potentes, o que tem aumentado o número de mortes, necessidade de internação e aumento significativo dos casos de contaminação. O número de pessoas com idade inferior a 60 anos e sem comorbidades hospitalizadas aumentou significativamente.

As recomendações para conter o avanço nos casos continuam sendo as mesmas: uso de máscara, distanciamento social e higienização frequente das mãos, com álcool gel 70% ou água e sabão. Os relatos frequentes de contaminação por diversos membros de uma mesma família apontam para o afrouxamento das regras entre familiares.

A vacinação em massa no Brasil, graças à competência do governo federal em agir a favor do vírus, ainda é uma realidade distante. Somente cerca de 11,8 milhões de brasileiros e brasileiras receberam a primeira dose da vacina, enquanto isso, o país torna-se um celeiro para novas variantes e vê o número de mortos crescer a passos largos.

No combate ao aumento da proliferação da covid-19, centrais sindicais de todo país estão mobilizadas em defesa do Lockdown Nacional, volta do Auxílio Emergencial no valor mínimo de R$ 600 reais e vacinação em massa imediata. Contra a escalada de arbitrariedades e autoritarismo deliberadamente cometida pelo governo Bolsonaro, a medida é única e urgente: IMPEACHMENT, JÁ.

Compartilhe esta notícia!


ANDES-SN

24 de Março: Dia Nacional de Luta, Mobilizações, Paralisação e Greve

Na próxima quarta-feira (24), servidoras e servidores públicos federais, estaduais e municipais realizam um Dia Nacional de Luta, Mobilizações, Paralisação e Greve do Funcionalismo Público. Por todo o país, estão sendo organizadas carreatas, panelaços e suspensão das atividades.

A mobilização, chamada por sindicatos, centrais sindicais e movimentos sociais, tem como pauta a defesa dos serviços públicos, a luta por vacinação para todas e todos, a cobrança pela liberação imediata do auxílio emergencial que atenda às necessidades da classe trabalhadora e por um Lockdown Nacional para conter a propagação da Covid-19. Os movimentos também cobram a responsabilização do presidente Jair Bolsonaro pelas mais de 280 mil mortes resultantes da política genocida de seu governo.

Confira o chamado da presidenta do ANDES-SN, Rivânia Moura, acessando o site.

Compartilhe esta notícia!


CSP-Conlutas

Com pandemia descontrolada e economia em crise, Bolsonaro se desespera e aumenta ofensivas autoritárias

Segundo pesquisa do DataPoder 360, divulgada na última quinta (18), 54% da população avalia o governo como ruim ou péssimo. A desaprovação é recorde e não é para menos. Por culpa de Bolsonaro, os brasileiros estão morrendo pelo vírus ou pela fome, com a brutal crise sanitária e social no país.

A campanha de vacinação contra a Covid-19, única forma de acabar com a pandemia, é pífia, pois o governo não comprou doses suficientes no ano passado, como fez a maioria dos países. Sem vacina, a pandemia se agrava ao mesmo tempo em que a crise econômica também piora.

Como se não bastasse, este governo de ultradireita boicota desde o início da pandemia todas as medidas que de fato podem combater o coronavírus, como o uso de máscaras, o distanciamento e isolamento social.

Nesta última semana, Bolsonaro chegou ao ponto de ajuizar no STF (Supremo Tribunal Federal) uma ação que pede a suspensão de medidas de restrição adotadas pelos governos da Bahia, Rio Grande do Sul e Distrito Federal, estados que estão com a rede de saúde colapsada, com pessoas morrendo por falta de leitos de UTI.

Leia a íntegra no site da CSP-Conlutas.

Compartilhe esta notícia!

Junte-se e lute!

FILIE-SE À ADUFS

"Os sindicatos devem defender os interesses e os direitos dos trabalhadores na relação entre os empregadores e empregados, sem deixar de se envolver nas questões políticas mais gerais. Para tanto, precisam ter força e representatividade, que se conquistam com a adesão da categoria e a participação efetiva dos representados nas ações e nos momentos de decisões".


Ana Áurea Alécio de Oliveira - Departamento de Saúde (DSAU)

A força do sindicato está em seus/suas filiados (as) e na capacidade de defender os interesses da categoria. Desde a sua criação, em 1981, a Adufs tem pautado a luta em uma prática democrática, coerente e firme na defesa de um projeto de universidade pública.

Participar do sindicato é exercer cidadania, é ser sujeito da sua história. Para filiar-se é preciso preencher um formulário (aqui), autorizar o desconto mensal de 1% sobre os vencimentos, assinar e entregar na Sala da Associação, que fica no Módulo IV (MT 45) da Uefs.

Avenida Transnordestina, MT 45, Novo Horizonte
Campus Universitário - UEFS - CEP 44036-900 - Feira de Santana - BA
Tel: (75) 3161 - 8072 | (75) 3224 - 3368
Email: ascomadufsba@gmail.com
www.adufsba.org.br

Facebook Twitter YouTube

Política de Privacidade | Unsubscribe
Desenvolvido por Tacitus Tecnologia