Ano XIII - Edição 598 - 16/03/2021
- Foto: Fórum das ADs

Chapa 1 - Autônoma e Democrática apresenta plano de gestão para biênio 2021-2023

Entre os dias 24 e 26 de março será realizada a Eleição para a nova diretoria da Adufs no biênio 2021-2023 por meio de um sistema eletrônico, em decorrência da pandemia. Durante o período de inscrições das chapas, ocorrido de 22 de fevereiro a 5 de março, somente se inscreveu para concorrer ao processo eleitoral a Chapa Adufs – Autônoma e Democrática.

Os candidatos para a Coordenação Geral são os docentes: Elson Moura Dias Junior (Dsau) e Gean Claudio de Souza Santana (Dtec). Acácia Batista Dias (Dchf) ficou na suplência. Na Secretaria Geral estão João Diógenes Ferreira dos Santos (Dchf), Cleide Mércia S. S. Pereira (Dcbio) e Francisco José Bezerra Souto (Dcbio), que é suplente. A Secretaria de Finanças é composta por Reinalda Souza Oliveira (Dexa), Álvaro Santos Alves (Dfis) e José Carlos Barreto de Santana (Dexa), este último, suplente. Constam no Conselho Fiscal os docentes Geraldo Ferreira de Lima (DLA), Wânia Silveira da Rocha (Dtec) e Sarah Patrícia de Oliveira Rios (Dtec). Os suplentes deste conselho são: Ana Karen de Oliveira Souza (Dsau), Jacqueline Nunes Araújo (Dedu) e Andreia Beatriz Silva dos Santos (Dsau). Confira a nominata.

A Chapa 1: Autônoma e Democrática se apresenta como um conjunto de professores e professoras, trabalhadores e trabalhadoras da educação empenhados (as) na defesa intransigente da universidade pública como parte integrante da defesa das instituições públicas, dos direitos trabalhistas, sociais e humanos. Em sua proposta de gestão para o biênio 2021-2023, traz uma análise sobre o atual cenário de crise sanitária e econômica, refletindo sobre como isto decorre de um sistema capitalista em que gestores fazem opções deliberadas pelo lucro. Em especial, analisa a contribuição do Governo Bolsonaro no aprofundamento das crises por meio de ataques à classe trabalhadora.

No plano nacional, considera que a perspectiva é de aumento da precarização dos serviços públicos, criminalização da pobreza, desqualificação da ciência, perseguição à autonomia das universidades e fortalecimento da violência estatal e paraestatal. Na Bahia, apesar de condições diferentes de governabilidade, não existe um contraponto em relação às políticas praticadas pelo governo federal em relação ao funcionalismo público e às universidades públicas.

Refletindo sobre este cenário, a Chapa 1: Autônoma e Democrática apresenta suas propostas de pauta para a luta em relação a salário, direitos trabalhistas e as universidades estaduais com destaque para a organização do enfrentamento em prol da pauta de reivindicação protocolada junto à Governadoria; proposta para a pauta interna e participação social que traz pontos relacionados com a ampliação dos canais de comunicação como forma de consolidação do diálogo com a categoria e construção de estratégias de aproximação; e uma pauta geral que amplia o raio de ação do sindicato ao estender o alcance das lutas para toda a classe trabalhadora, enfatizando a ligação entre a Adufs, o Andes-SN e a CSP-Conlutas em debates e enfrentamentos que reforçam os interesses da categoria, mas também ultrapassa as pautas internas ao promover debates a respeito de temas importantes como assédio moral e sexual, LGBTfobia, machismo e racismo. Confira o material elaborado pela Chapa 1 na íntegra.

O prazo para realização da campanha eleitoral teve início no último dia 10 e segue até o dia 23 de março. A Comissão Eleitoral Central (CEC) convida os docentes e as docentes a participar da eleição, contribuindo ativamente na decisão dos rumos do sindicato e nos enfrentamentos que devem ser pautados a partir da escolha de uma nova diretoria.

Como parte do processo eleitoral, a atualização cadastral é uma importante etapa para manter-se o diálogo com a categoria. Para atualizar os seus dados cadastrais na Adufs, preencha o formulário. Confira todas as informações sobre a Eleição Adufs no nosso site.
 

Compartilhe esta notícia!

DEMAIS NOTÍCIAS

Aprovação da PEC 186 reforça necessidade de organizar a luta coletiva entre servidores e população em geral

A PEC 186/2019 que estava em tramitação desde 2019 como parte da Reforma Administrativa proposta pelo Governo Bolsonaro, foi aprovada na madrugada da última sexta (12) e promulgada nesta segunda (15). A PEC da chantagem como vem sendo chamada por diversos parlamentares contrários à sua aprovação, por vincular os gastos com auxílio emergencial à retirada de direitos de servidores públicos e aprovação de ajustes fiscais que tendem a comprometer ainda mais a oferta de serviços das instituições públicas.

Aprovação em apenas uma semana, no Senado e na Câmara, após quase dois anos tramitando reforça o processo de desmonte das instituições públicas em curso por este governo. As tentativas promovidas pela oposição de retirar a vinculação do auxílio emergencial do texto foram todas derrotadas numa evidente demonstração de chantagem dos parlamentares em relação às necessidades da população brasileira. O auxílio emergencial, como moeda de troca em relação aos direitos trabalhistas dos servidores e consequentemente a qualidade dos serviços públicos, significa transferir os prejuízos de uma péssima gestão exclusivamente para a população mais vulnerável que terá sua sobrevivência em muitas instâncias comprometida com a oferta precária dos serviços.

O auxílio emergencial, segundo anúncio do governo deverá ser de R$ 175 a R$ 375 por quatro meses (março a junho). Para a família monoparental dirigida por mulher, o valor será de R$ 375; para um casal, R$ 250; e para o homem sozinho, de R$ 175. Durante 2020, à revelia do governo federal, os valores pagos foram de R$ 600 e R$ 1200 por cinco meses e uma segunda etapa no valor de R$ 300 por 4 meses. Depois de 13 reajustes entre 2020 e 2021, o gás de cozinha pode ser encontrado no valor de R$100 reais. Fora os aumentos na gasolina e em diversos produtos da cesta básica, como pode ser razoável para este governo defender que a sobrevivência de milhões de brasileiros que terão somente o auxílio como renda, poderá ser garantida com o máximo de R$ 375 reais?

A resposta é previsível: Não é! Não há nada de razoável nas propostas implementadas pelo governo Bolsonaro e a população pobre tem vivenciado isto a duras penas mais do que qualquer outro grupo. Com a contenção de gastos, a PEC tira direitos básicos dos servidores públicos por meio do congelamento dos gastos, bloqueio de promoções e progressões de carreira, não apenas os trabalhadores e trabalhadoras do serviço público serão prejudicados. A transferência cada vez menor de recursos para as áreas da saúde e da educação. Com a retirada de investimentos nas áreas sociais, a base da pirâmide é a mais comprometida. Para a população que depende exclusivamente dos serviços públicos, os prejuízos serão incalculáveis.

Segundo a Auditoria Cidadã da Dívida Pública (LINK), “a PEC 186/2019, que insere o AJUSTE FISCAL no texto constitucional, submetendo todos os Direitos Sociais fundamentais previstos na Constituição Federal e toda a estrutura do Estado aos gastos financeiros com a chamada dívida pública, que são tratados como prioridade absoluta, apesar de essa dívida nunca ter sido devidamente auditada, e (2) PEC 32/2020, que trata da denominada ‘reforma administrativa’, mas na realidade desmonta completamente a estrutura do Estado brasileiro, reduzindo o seu papel à subsidiariedade e expondo a população a uma drástica redução de serviços públicos, prejudicando irremediavelmente a atual e as próximas gerações, aprofundando ainda mais as desigualdades sociais, acaso aprovem as referidas propostas”.

Os interesses nefastos encobertos pela chantagem de garantir a sobrevivência da população representa a face perversa deste governo que temos acompanhado desde os primeiros dias de gestão. Não há outra alternativa para contornar os danos, mesmo a longo prazo, senão intensificando a luta contra os retrocessos. A organização da luta e a construção de alternativas que permita as mobilizações sem oferecer riscos à saúde coletiva é fundamental.

Leia os conteúdos publicados pelo sindicato, acompanhe as discussões, curta, comente e compartilhe publicações para ampliar a visibilidade das denúncias. Quando os serviços públicos são comprometidos, toda a população sofre com os danos. Lutar em defesa das instituições públicas não é dever apenas dos servidores e servidoras, deve ser tarefa essencial para todos (as) aqueles (as) que defendem o fim das desigualdades sociais.
 

Compartilhe esta notícia!


ANDES-SN

Docente da Uferpe é intimada a depor na PF em inquérito sobre outdoor da seção sindical

A professora Erika Suruagy, vice-presidenta da Associação dos Docentes da Universidade Federal Rural do Pernambuco (Aduferpe Seção Sindical do ANDES-SN), foi intimada a depor na Polícia Federal em inquérito criminal acerca de um outdoor patrocinado pela entidade sindical.

A ação policial é desdobramento de uma denúncia em relação ao outdoor realizado pela Aduferpe SSind com foto de Jair Bolsonaro e os dizeres “O senhor da morte chefiando o país / No Brasil, mais de 120 mil mortes por COVID19 / # FORABOLSONARO”.

Para o ANDES-SN, a atitude sinaliza o “recrudescimento de medidas autoritárias, voltadas ao estrangulamento das liberdades civis e democráticas no país, bem como ao constrangimento e criminalização dos lutadores e lutadoras sociais”.

“De modo absurdo e afrontoso às liberdades políticas inscritas na Constituição de 1988, a Polícia Federal dá continuidade à infundada queixa e, buscando afetar individualmente a professora e militante, estica questão que poderia ser ceifada de início, tendo em conta não só o próprio conteúdo das liberdades de manifestação e oposição política ao governo, como também ante a cruel verdade que expressa a mensagem do outdoor, que se refere ao descalabro na gestão pandêmica que faz com que o número de mortos pela COVID-19 se encontre atualmente em mais do que o dobro daquela denunciada”, ressalta o ANDES-SN em nota.

Leia mais no site do Andes-SN.
 

Compartilhe esta notícia!


CSP-Conlutas

É urgente a quebra de patentes para aumentar oferta de vacinas contra a Covid-19 no Brasil e no mundo

Na última quinta-feira (11), o Brasil atingiu a marca de 9,2 milhões de pessoas vacinadas contra a Covid-19. O número equivale a apenas 4,39% da população, ou seja, muito aquém da necessidade, e até mesmo da capacidade, do país.

O baixo índice é resultado da falta de doses, uma vez que o governo de Bolsonaro não planejou a aquisição de imunizantes com antecedência e vem cometendo erros absurdos no enfrentamento da pandemia, fazendo com que o país não tenha vacinas suficientes.

É diante deste cenário que a quebra de patentes das vacinas contra a Covid-19 torna-se urgente no Brasil e também no mundo. O assunto está em debate na OMC (Organização Mundial do Comércio), que se reuniu na última quarta-feira (10).

O registro de uma patente garante o direito ao uso e exploração comercial exclusiva de um produto. Em meio à mais grave pandemia desde o século passado, a OMC tem discutido a proposta de suspensão dos direitos de propriedade intelectual, para que laboratórios em todo o mundo possam produzir versões genéricas dos imunizantes, medicamentos e tecnologias contra a Covid-19. Essa medida aumentaria a produção e reduziria preços dos imunizantes, ampliando o acesso por todos os países, principalmente os mais pobres.

Leia mais no site da CSP-Conlutas.
 

Compartilhe esta notícia!

Junte-se e lute!

FILIE-SE À ADUFS

Ser filiado não é somente uma opção por melhoria das condições de salário e de trabalho. A luta sindical é imprescindível em tempos de destruição das conquistas dos trabalhadores e, no nosso caso, na tentativa de destruição do serviço público..


Edson do Espírito Santo – Professor do Departamento de Educação (DEDU).

A força do sindicato está em seus/suas filiados (as) e na capacidade de defender os interesses da categoria. Desde a sua criação, em 1981, a Adufs tem pautado a luta em uma prática democrática, coerente e firme na defesa de um projeto de universidade pública.

Participar do sindicato é exercer cidadania, é ser sujeito da sua história. Para filiar-se é preciso preencher um formulário (aqui), autorizar o desconto mensal de 1% sobre os vencimentos, assinar e entregar na Sala da Associação, que fica no Módulo IV (MT 45) da Uefs.

Avenida Transnordestina, MT 45, Novo Horizonte
Campus Universitário - UEFS - CEP 44036-900 - Feira de Santana - BA
Tel: (75) 3161 - 8072 | (75) 3224 - 3368
Email: ascomadufsba@gmail.com
www.adufsba.org.br

Facebook Twitter YouTube

Política de Privacidade | Unsubscribe
Desenvolvido por Tacitus Tecnologia